Let Blanik L13-J na FAB

Historia e Desenvolvimento. 

Em fins do ano de 1956, na Checoslováquia  o engenheiro  Karel Dlouhý, pertencente a equipe de projetos da  empresa Let Kunovice  iniciou estudos para o desenvolvimento de um novo planador com asas em enflechamento negativo , empregando como parâmetros de partida, os conhecimentos  técnicos desenvolvidos no modelo XLF-207 Letov Laminar (sendo este o primeiro planador a empregar perfis laminares asa de fluxo) o objetivo básico era o de conceber uma aeronave adequada para instrução de voo básico , acrobacia e cross country.

O conceito de design foi combinado com a tecnologia experimentada e testada, envolvendo a construção metálica, com perfis laminares empregando muitos componentes oriundos da indústria aeroespacial soviética. Denominado pelo fabricante como Blanik L-13, o modelo teve sua produção industrial iniciada em 1958, obtendo rapidamente alta aceitação junto ao mercado civil e militar, muito motivado por suas características como como robustez, facilidade de operação e excelente custo de aquisição, outro ponto interessante era a opção de se dotar o modelo com pequeno motor a pistão Java M-150 de 42hp.
Além de oferecer uma excelente relação de planeio na ordem de voo de 28:1 (que tem por objetivo se manter o maior tempo possível no ar), o Blanik apresentava uma interessante eficácia como treinador básico, quer era foi proporcionada pelas características de envelope de voo (entre elas a baixa velocidade de pouso e ampla deflexão dos lemes) que agradavam aos alunos e instrutores, porém estas características se materializavam em alto risco quando a aeronave era submetido a manobras acrobáticas, ocasionando alto numero de acidentes entre pilotos não experientes, levando os órgãos de segurança aeronáuticas internacionais a proibir em 2010 a aplicação de modo de voo acrobático com os Blanik L-13.

Além de ser adotado por quase todos os países do então bloco soviético para emprego civil e militar, o modelo se tornou um sucesso internacional,  sendo ainda exportado em grande número para nações  da Europa Ocidental e América do Norte e América do Sul. Curiosamente o aparelho foi adquirido em grade numero pela Força Aérea Americana (USAF) a fim de serem empregados em tarefas de instrução  básica de voo a vela na Academia da Forca Aérea, onde receberam a designação de TG-10 Blanik, se mantendo em serviço até meados da década de 1990.
Além de ser adotado por quase todos os países do então bloco soviético para emprego civil e militar, o modelo se tornou um sucesso internacional,  sendo ainda exportado em grande número para nações  da Europa Ocidental e América do Norte e América do Sul. Curiosamente o aparelho foi adquirido em grade numero pela Força Aérea Americana (USAF) a fim de serem empregados em tarefas de instrução  básica de voo a vela na Academia da Forca Aérea, onde receberam a designação de TG-10 Blanik, se mantendo em serviço até meados da década de 1990.

No papel de planador cross country, o Blanik L-13 possui vários recordes mundiais de distância e permanência no ar, especialmente nos anos de 1960.  Sua produção total atingiu a cifra de 3.000 unidades, podendo ser considerado um best seller das aeronaves de voo a vela e decorrido mais de meio século depois de seu primeiro voo, ainda pode ser considerado planador mais comum no mundo em serviço. Seu conceito ainda inspiraria planadores renomados como o Delmant e L-21 Spartak.

Emprego no Brasil. 

A Academia da Força Aérea (AFA) foi transferida definitivamente no início da década de 1970 do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro (RJ), para a cidade de Pirassununga, no interior do estado de São Paulo. As novas instalações da AFA, bem como sua localização, permitiram que a instrução fosse mais adequada, pois estava fora de uma área com trafego aéreo cada dia mais denso como o Rio de Janeiro, e que a FAB criasse assim pela primeira vez a prática de voo a vela como parte da formação de cadetes.

Surgia, assim, em 11 de novembro de 1975 na da Academia da Força Aérea, o Clube de Voo a Vela (CVV-AFA) unidade esta que tinha como principal objetivo propiciar aos cadetes, aviadores, intendentes e infantes a prática do voo a vela, sendo como complemento às suas atividades profissionais e de lazer. Após analisar as opções disponíveis no mercado internacional e ponderando sobre o desempenho dos modelos estudados, em   27 janeiro de 1976, o Ministério da Aeronáutica decidiu pela aquisição de 10 células  novas de fábrica do planador fabricado pela empresa Tcheca Let Kunovice  Let Blanik do modelo L13-J, celebrando assim o contrato de aquisição no mesmo mês. 
O recebimento ocorreu em fins de 1976, sendo designados na Força Aérea Brasileira como TZ-13, recebendo as matrículas de 8004 a 8013, sendo todos concentrados na no CVV-AFA, onde após a fase de adaptação e instrução as células foram liberadas para emprego no Clube de Voo a Vela. O Blanik foi por muito tempo o primeiro contato com o voo de muitas gerações de pilotos da FAB.

O TZ-13 participou de muitas competições de volovelismo, tanto na Academia da Força Aérea em competições internas, como também em campeonatos abertos, disputando com aeroclubes e clubes de voo a vela particulares brasileiros e clubes de outros países. Em 1990 a frota se encontrava reduzida a cinco células , devido a acidentes com perda total ou alto nível de comprometimento das estruturas, e já dividiam as tarefas com um numero maio de planadores como os IPE KW-1B2 Quero Quero e IPE 02b Nhapecan II, este cenário apontava para a desativação do Blanik a curto prazo, sendo este processo acelerado em 2004 com a perda de mais uma aeronave em meados do ano de 2004.
Assim desta maneira as últimas quatro células remanescentes foram retiradas do serviço ativo no  CVV-AFA em fins de 2006, sendo descarregadas do inventario da FAB em 2008. Três aeronaves foram transferidas ao Departamento de Aviação Civil (DAC) para serem doadas a aero-clubes, já o TZ-13 FAB 8010 foi preservado, sendo exposto na Academia da Força Aérea, com a citação de 10.000 pousos e o nome batismo do Tenente Juventino pintados em seu nariz. O modelo foi substituído por aeronaves Let L-23 Super Blanik , L-33 Blanik Solo, Shempp-Hirth Discus CS e Duo Discus XL a partir de 2004.

Em Escala.

Para representarmos o Blanik TZ-13 "FAB 8004", fizemos uso do raríssimo e antigo kit do fabricante Tcheco Modela, na escala 1/48 sendo um modelo que apesar de possuir linhas em alto relevo apresenta uma facilidade incrível para a montagem para maiores detalhes sobre o kit acesse nossa secção de Reviews. Um fato interessante e que o modelo dispõe de decais para se compor a versão brasileira.
O esquema de cores (FS) descrito abaixo representa o segundo padrão de pintura empregados nas aeronaves Blanik TZ-13, implementado em meados da década de 1990 as células remanescentes, originalmente os TZ-13 foram recebidas ostentando um padrão de esquema de alumínio complementado por uma faixa azul escura ao longo da fuselagem.



Bibliografia :

- História da Força Aérea Brasileira - Prof. Rudnei Dias Cunha - http://www.rudnei.cunha.nom.br/FAB/index.html
- Aeronaves Militares Brasileiras 1916 – 2015 Jackson Flores Jr
- Aviação Militar Brasileira 1916 -  1984 - Francisco C. Pereira Netto