Iveco VBTP - MR Guarani 6X6

História e Desenvolvimento.
Em 1999, o Comando do Exército Brasileiro iniciou um estudo para substituir os blindados sobre rodas Engesa EE-9 Cascavel e o EE-11 Urutu, que foram projetos de sucesso militar e comercial durante as décadas de 1970 e 1980. Apesar de altamente eficazes, no final da década de 1990, estes blindados já estavam se aproximando de 25 anos de serviço ativo, e mostravam assim certo grau de obsolescência face os novos hipotéticos cenários de combate assimétricos. Estas impressões seriam confirmadas durante o emprego real em zonas de conflagração, quando sem serviços de forças multinacionais de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), em Moçambique e Congo nos anos de 1990 e no Haiti na década seguinte. Nestes cenários reais de emprego urbano, seriam expostas falhas e deficiências operacionais dos blindados da Engesa, levando estes carros a preocupantes níveis de operacionalidade e proteção. A partir das diretrizes da Política Nacional de Defesa (PND) e da Estratégia Nacional de Defesa (END), o Exército Brasileiro implementou projetos de modernização e transformação, que envolvem diversos aspectos da Defesa, tanto em material, quanto em pessoal e de mentalidade. O Programa Estratégico do Exército (Prog EE) foi organizado em um Portfólio Estratégico do Exército (Port EE) com projetos de execução de médio e longo prazo, que possibilitam a modernização da Força Terrestre a fim de cumprir suas missões constitucionais. Dentro deste programa estava incluindo o desenvolvimento de uma nova família de veículos blindados sobre rodas. Este programa herdaria em sua concepção os ensinamentos colhidos nas operações multinacionais de paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Assim em fins do mesmo ano o Exército Brasileiro emitiu um pedido (ROB # 09/99) para uma nova família de veículos blindados de combate com capacidade anfíbia, capaz de substituir os EE-9 Cascavel e EE-11. 

A principal característica desta nova família seria o de apresentar um design modular, permitindo a incorporação de diferentes torres, armas, sensores e sistemas de comunicações para o mesmo carro, prevendo versões para transporte de tropa, comando e controle, ambulância, socorro e apoio de fogo, com possibilidade de emprego de morteiros de grosso calibre, canhões de 30 mm e obuses, todos empregando o mesmo chassi, componentes eletrônicos e capacidades, como defesa química, carroceria antiminas, proteção balística, entre outros. O desenho conceitual do veículo foi apresentado na feira Inovatec 2007, na cidade de São Paulo – SP . Em 12 de abril do mesmo ano, ocorreu uma reunião no Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), no Rio de Janeiro, para a solicitação formal às empresas Agrale, Avibras, EDAG, Fiat e IESA que elaborassem propostas financeiras. As empresas tiveram um prazo máximo de 80 dias para a entrega de informações e documentações necessárias à elaboração da proposta financeira, de onde sairia um vencedor com o objetivo de elaborar um protótipo de veículo blindado de transporte de tropas médio sobre rodas (VBTP-MSR). Em meados do ano 2007, seria lançada uma licitação para o atendimento desta demanda, com este programa recebendo a designação de NFMBR (Nova Família de Blindados Médios de Rodas). Em 21 de dezembro, foi assinado em Brasília um acordo entre o Exército Brasileiro e a divisão da Fiat - Iveco no Brasil, para o início da construção de um protótipo, tendo em vista que a proposta apresentada por esta multinacional representava a melhor solução do ponto vista técnico e econômico, pesando também a experiencia da empresa na produção em série do blindado sobre rodas italiano Iveco SuperAV 8x8. No dia 18 de dezembro de 2009, no Quartel-General do Exército, o General de Exército Fernando Sérgio Galvão, Chefe do Estado-Maior do Exército, e o Presidente da Iveco do Brasil S/A , Marco Mazzu, assinaram o contrato de produção do Projeto Viatura Blindada de Transporte de Pessoal - Médio sobre Rodas (VBTP-MSR), que prevê a fabricação no Brasil de 2.044 unidades, em um período de 20 anos.
Em 2011, o protótipo do carro blindado de transporte, foi apresentado na edição anual da LAAD Latin American Aero & Defence, feira de Defesa, no Riocentro, Rio de Janeiro. Em meados de 2013, a IVECO inaugurou sua planta voltada à produção de veículos de defesa na cidade mineira de Sete Lagoas, onde passariam a ser produzidos anualmente cerca de 60 viaturas destinadas ao transporte de tropas. O Iveco Guarani tem um chassi formado por duas longarinas na base do veículo, que abriga toda a suspensão, os elementos de transmissão com sua respectiva caixa e dois diferenciais, um dianteiro e outro traseiro. Sobre este conjunto foi montado a estrutura blindada do veículo, em forma de V capaz de resistir a minas terrestres de até 6 kg de carga explosiva. Com pouco mais de 7,0 metros de comprimento por 2,4 metros de altura, esse blindado com capacidade anfíbia possuiu tração 6X6, com possibilidade de trafegar tanto em terreno arenoso como em asfalto. Sua blindagem proporciona segurança contra munições com calibre até 7,62mm perfurante e estilhaços de granadas de artilharia, além de proteção contra minas anticarro. Sua guarnição, na Infantaria, é composta por um Grupo de Combate (GC) com nove homens, incluindo o sargento, comandante de carro, além do motorista e o atirador da metralhadora ou canhão, totalizando 11 homens. Sobre sua potência de fogo, a versão com metralhadora pode utilizar, uma por vez, tanto as conhecidas Browning .50 polegadas ou MAG 7,62mm, acopladas em uma torre controlada remotamente, denominada Sistema de Armas Remotamente Controladas (SARC), o que possibilita ao atirador atuar protegido dentro do Guarani. Há, também, uma versão com torre manual, com atirador atuando externamente ao veículo. O canhão UT30BR de 30mm também é empregado com o Sistema de Armas Remotamente Controladas (SARC).

Com a finalidade de atender às exigências do Exército Brasileiro, e também em função dos custos, optou-se por incorporar ao projeto o maior número possível de componentes que já existissem no mercado automotivo de caminhões (com modelo atingindo um índice de nacionalização de 90%), como forma de baratear a manutenção e ao mesmo tempo manter um veículo moderno. Devido a isto, foram utilizados os elementos mecânicos da série TRAKKER, que é a linha de produção no Brasil para caminhões civis comercializados pela Iveco do Brasil S/A, sendo este o princípio do chassi pouco comum do Guarani, em sua configuração padrão, a versão 6x6 possui um motor FPT Industrial Cursor 9F2C de 383 cv, transmissão automática ZF Friedrichshafen 6HP602S, propulsão aquática Bosch Rexroth A2FM80, sistemas pneumáticos centrais Téléflow, sistema de proteção QBN (química, biológica e nuclear) Aero Sekur, sensor de fogo automático e supressão Martec, painel digital do motorista, sistema elétrico CANBUS tipo 24V, assentos com absorção de choque, câmeras de motorista da Orlaco Products, sistema de ar condicionado da Euroar, sistema de pneus runflat Hutchinson, eixos motrizes Dana, e caixa de transferência e suspensão da Iveco. O sistema de comando e controle é composto por dois rádios Harris Falcon III com GPS integrado, um intercomunicador Thales SOTAS, um computador Geocontrol CTM1-EB e software GCB (Gerenciador do Campo de Batalha), desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento de Sistemas do Exército Brasileiro.
Apesar da encomenda do Exército Brasileiro, ter sido reduzida posteriormente para 1.580 unidades a um custo total de R$ 5.939.679,29, o VBTP-MSR Guarani, começou a despertar o interesse de outras nações, com o primeiro contrato de exportação sendo celebrado em 2015 entre a Iveco Defence Vehicles e o governo do Líbano. Dez viaturas seriam encomendadas, sendo entregues em dois lotes no ano de 2017, com estes veículos sendo incorporados as Forças de Segurança do Líbano (ISF), passando a ser empregados em missões de Garantia da Lei e da Ordem em Beirute, capital do Líbano. Em dezembro de 2020 o modelo por intermédio da empresa israelense Elbit Systems, venceu uma concorrência para a venda de 28 VBTP-MSR Guarani, com este modelo customizado para as necessidades locais, estando equipado com sistemas de controle de fogo, sistemas de controle de combate TORCH-X, rádios E-LynX específicos de software e avistamentos para o artilheiro e comandante. Recentemente, a Elbit Systems confirmou a venda de um lote de veículos blindados de rodas (VCBR) para a República de Gana. No total, serão fornecidas 19 unidades ao Exército de Gana para serem utilizadas no transporte de tropas, missões de reconhecimento e combate ao terrorismo, bem como outras ameaças que incidem na fronteira com o Burkina Faso. O lote de 19 unidades é dividido em duas versões na configuração 6 × 6 e 8 × 8. No caso da primeira, a Elbit Land Systems fornecerá o VBTP-MR Guarani fabricado pela Iveco Defense Vehicles em sua fábrica em Sete Lagoas (MG), Brasil. Os veículos blindados serão equipados com a estação de controle remoto de armas REMAX, projetada e fabricada pela empresa brasileira Ares. Estas exportações confirmam o grande potencial comercial do modelo ao longo dos próximos anos.

Emprego no Exército Brasileiro.
Em fins da década de 1990, o Exército Brasileiro enfrentava diversas dificuldades em termos de disponibilidade operacional e obsolescência de sua frota de veículos blindados, e dentro deste espectro os veículos de transporte de tropas EE-11 Urutu, apresentavam o cenario mais crítico, cuja empresa fabricante, a Engesa, faliu em outubro de 1993, causando alguma dificuldade para executar a manutenção dos velhos blindados sobre rodas. Além disso, a blindagem do Urutu se mostrou vulnerável quando esteve em ação no Haiti onde se experimentou algumas ocorrências em que tiros em calibre 7,62X51 mm perfurantes de blindagem conseguiram superar a proteção de sua blindagem, como foi demonstrado na missão brasileira no pequeno país caribenho. Esta demanda resultaria no projeto do Veículo Blindado de Transporte de Tropas Médio Sobre Rodas (VBTP-MSR), que teve seu primeiro protótipo apresentando em 2011. Entre os anos de 2011 e 2013, os protótipos foram exaustivamente testados pelo Exército Brasileiro, com a versão final de produção sendo aprovada no início do ano de 2014. O contrato para a produção do Projeto Viatura Blindada de Transporte de Pessoal - Médio sobre Rodas (VBTP-MSR), celebrado anteriormente em dezembro de 2009 entre o General de Exército Fernando Sérgio Galvão, Chefe do Estado-Maior do Exército, e o Presidente da Iveco do Brasil S/A , Marco Mazzu, no valor de € 2,5 bilhões, prevendo a entrega de 2.044 veículos e apoio logístico por um período de 20 anos. Em 2010, o Estado-Maior do Exército (EME) escolheu a então 15ª Brigada de Infantaria Motorizada para ser a grande unidade (GU) precursora do processo de experimentação doutrinaria, transformando-a na 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada (15º Bda Inf Mec). Também a que se considerar o fato de que esta GU tem sua sede na cidade de Cascavel (PR), numa região que reúne condições topográficas propícias a esse tipo de tropa.

Em 24 de março de 2014, o 33º Batalhão de Infantaria Mecanizada (BI Mec) recebeu o primeiro lote de VBTP-MSR Guarani formado por 13 veículos, com 11 equipados com torre Platt e dois apenas com uma tampa provisória, que foram logo apelidados de “mulas-sem-cabeça“. Estes, aliás, devem ser substituídos, foram entregues para compor a dotação da Cia Fuz Mec, que compreende quatro veículos por pelotão e mais um para o comandante da companhia. Os veículos pertencem ao lote de pré-série e também ao primeiro lote do lote de experimentação doutrinária (LED) e, na cerimônia de entrega, estavam presentes dois protótipos equipados com os Sistemas de Armas Remotamente Controlados (SARC) UT30BR e REMAX que, em seguida, foram enviados para o Centro de Instrução de Blindados (CI Bld), em Santa Maria (RS). Até o final de 2014, mas 86 veículos foram entregues aos batalhões de infantaria de Foz do Iguaçu (PR), Apucarana (PR), Francisco Beltrão (PR) e no Centro de Instrução de Blindados em Santa Maria (RS). Os Guarani do 33º BI Mec foram utilizados intensamente, aplicados em missões no Oeste do Paraná, tendo sido levados ao teatro de operações rodando pelos próprios meios, mesmo em distâncias superiores a 200 km, para avaliar o desempenho e cuidados para manutenção. Como teste de resistência, os blindados têm sido guardados ao relento, e foi constatado pelo seu alto índice de operacionalidade que correspondeu às expectativas iniciais do projeto. Dentre as novas doutrinas que chegaram com o Guarani, junto às já conhecidas inovações tecnológicas e eletrônicas, os integrantes do pelotão de combate da companhia de infantaria mecanizada ficaram surpresos com alguns detalhes modernos, muito diferentes do antecessor Urutu. Dentre esses destacam-se o cinto de segurança de cinco pontos, assentos estofados, sistema de ar condicionado e o interior verde-claro, ao invés da tradicional cor branca (estabelecido através de estudos de Cromologia), têm possibilitado viagens com mais de três horas de duração sem causar fadiga no pessoal embarcado.
O programa, Veículo Blindado de Transporte de Tropas Médio Sobre Rodas (VBTP-MSR) inicialmente previa o desenvolvimento de até dezessete versões do Iveco Guarani, como Viatura Blindada de Combate de Fuzileiro (VBC Fuz), Viatura Blindada de Reconhecimento (VBR), Viatura Blindada de Combate Morteiro Médio (VBC Mrt Me), Viatura Blindada de Combate Morteiro Pesado (VBC Mrt P), Viatura Blindada Especial de Central de Direção de Tiro (VBECDT), Viatura Blindada Especial Posto de Comando (VBEPC), Viatura Blindada Especial de Comunicações (VBE Com), Viatura Blindada Especial Socorro (VBE Soc), Viatura Blindada Especial Oficina (VBE Ofn), Viatura Blindada de Transporte Especializado Ambulância (VBTE Amb), Viatura Blindada de Reconhecimento Leve (VBR L), Viatura Blindada de Combate Anticarro - Leve de Rodas (VBC AC LR), Viatura Blindada Especial Observador Avançado - Leve de Rodas (VBE OA LR), Viatura Blindada de Combate Morteiro - Leve de Rodas (VBC Mrt LR), Viatura Blindada Especial Radar - Leve de Rodas (VBE Rdr LR) e Viatura Blindada Especial Posto de Comando - Leve de Rodas (VBEPC LR). O segundo modelo a ser desenvolvido e implementado junto ao Exército Brasileiro foi o veículo equipado com um canhao de 30 mm que compõe o Sistema de Armas Remotamente Controlado (SARC) UT30BR, produzido pela empresa israelense Elbit Systems. O conceito deste sistema de “Torreta não Tripulada” faz uso um canhão automático 30×173 mm ATK BushMaster MK44, uma metralhadora coaxial 7,62×51 mm e lançador de granadas fumígenas de 76 mm. O canhão possui funcionamento elétrico, tipo Chain Gun, no qual o conjunto ferrolho movimenta-se ciclicamente, sem a necessidade da utilização dos gases oriundos dos disparos, o que proporciona um índice muito baixo de incidentes de tiro, além de fácil manutenção. A SARC UT30BR possui um dispositivo de segurança para a detecção de ameaça a laser chamado Elbit’s Laser Warning System (ELAWS), que alerta quanto a ameaças laser inimiga, informando a direção de origem. Em uma situação de combate, quando detectada a ameaça, o operador pode configurar a torre para apontar automaticamente para a direção ou manualmente, bastando pressionar um botão. Este programa foi lastreado em um acordo firmado para a aquisição de 216 sistemas de armas – canhão 30 mm, UT 30BR, para serem integrados às viaturas Iveco Guarani.

Em termos de sistemas de autodefesa os Iveco Guarani, a partir de 2016 passaram a ser equipados com o Sistema de Armas Reparo de Metralhadora Automatizado X (REMAX), desenvolvido pelo Centro de Tecnologia do Exército e a empresa ARES Aeroespacial e Defesa S.A. O REMAX é uma estação de armas remotamente controlada giro-estabilizada controlada remotamente para metralhadoras M2A1, calibre .50 BMG 12,7 mm e 7,62 mm que foi desenvolvida a partir dos requisitos do Exército Brasileiro. Trata-se de um projeto ambicioso iniciado em 2006 com a promessa de desenvolvimento da primeira estação de armas 100% nacional. Um contrato inicial foi celebrado em 8 de março 2016 para a produção do lote primeiro lote de produção, de 215 unidades do modelo REMAX 3, no valor de R$ 328.057.657,39. Até fins do ano de 2016 mais de 300 unidades (incluindo o novo modelo REMAX 4) já haviam sido entregues e integradas aos VBTP-MSR Guarani do Exército Brasileiro. Além deste sistema, estes novos blindados também passaram a ser homologados para o emprego de torres manuais tripuladas como a australiana Platt MR 550 e a israelense Plasan GPK, porém neste segmento em 2021 começou a ser ensaiado também uma torre deste modelo de fabricação nacional, produzida também pela empresa ARES Aeroespacial e Defesa S.A. Em 2015 seria apresentado ainda a possibilidade do veículo passar a ser equipado com um conjunto blindagem adicional externa UFF ( Ultra Flex Fence), especialmente projetada para oferecer proteção passiva otimizada contra lança-granadas propelidas por foguete do tipo RPG-7 e SPG-9 (ou similares). Esse add-on veicular é fabricado pela ALLTEC Materiais Compostos, com tecnologia desenvolvida pela israelense Plasan. Flexível, pode ser instalada em várias áreas específicas do blindado, como portas, torre, nas laterais, etc.
Na sequencia em setembro de 2021, foram iniciados os primeiros testes de campo com os dois protótipos conceito da viatura blindada especial de engenharia (VBE Eng) 6X6 Guarani, nas instalações do Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP). O projeto do Departamento de Engenharia e Construção (DEC), coordenado pela Diretoria de Material de Engenharia (DME), firmou parceria com a empresa britânica Pearson Engineering Ltd, que forneceu um conjunto de  Implemento de braço de escavadeira (“excavator manipulator arm” – EMA); um Implemento de concha carregadeira (“earth anchor blade” – EAB) e por fim um Implemento de lâmina para remoção obstáculo (“straight obstacle blade” – SOB), para assim constituírem 2 protótipos da Viatura Blindada de Combate Engenharia (VBC Eng) Guarani. Paralelamente se encontra em estudos avançados, também o desenvolvimento do VBTP-MR 6×6 Guarani na sua versão porta-morteiros, que pode vir a ser equipado com o Morteiro suiço RUAG Cobra de 120 mm. Ao ser integrado ao  Guarani (previsto quatro carros porta-morteiros por batalhão), o morteiro de 120 mm representa uma arma extremamente letal devido a sua alta mobilidade, profundidade e densidade de tiro (múltiplos impactos de direções diferentes) e capacidade de apoiar por fogos tropas blindadas e mecanizadas durante seu deslocamento, cobrindo os flancos e a linha de frente. Em resumo atualmente mais de 500 veículos desta família já foram entregues ao Exército Brasileiro, provocando não só uma imensa revolução tecnológica, bem como operacional pois os carros entregues já representam quase o dobro dos blindados EE-11 Urutu em serviço, possibilitando assim ampliar o numero de unidades existentes no Exército Brasileiro, melhorando em muito a capacidade operacional da Força Terrestre.

Em Escala.
Para representarmos o Iveco VBTP-MR 6×6 Guarani do Exército Brasileiro, fizemos uso do novo kit em resina na escala 1/35 fabricado pela Oficina do Aquino. Apesar do modelo apresentar originalmente a torre REMAX 3 em resina, optamos por usar o mesmo sistema de armas impresso em 3D, comercializado a parte como set de detalhamento pelo fabricante. Fizemos uso de decais originais do modelo.
O esquema de cores (FS) descrito abaixo representa o padrão de camuflagem tático adotado por todos os veículos blindados em uso no Exército Brasileiro, com este esquema adotado a partir do ano de 1983. Em termos de marcações de unidades, optamos por representar um veiculo em uso pelo Centro de Instrução de Blindados em Santa Maria (RS), sendo que o set de decais originais permite as marcações de diversas unidades operacionais. Empregamos tintas e vernizes produzidos pela Tom Colors.

Bibliografia:
- Projeto Guarani, a Retomada do Desenvolvimento de Blindados Militares no Brasil - www.redectidc.com.br
- Tecnologia e Defesa por Paulo Roberto Bastos Jr - https://tecnodefesa.com.br/
- LAAD 2015: Guarani com blindagem passiva UFF por  Roberto Caifa - https://tecnodefesa.com.br/
- Guarani Engenharia em testes por Paulo Roberto Bastos Jr - https://tecnodefesa.com.br/
- VBTP-MR Guarani Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/VBTP-MR_Guarani