Breguet 14A2 e 14B2 na Aviação Militar

História e Desenvolvimento. 
Nascido em 1880, Louis Charles Breguet veio de uma família com longa história na área de engenharia e, naturalmente, seguiu aquela tradição familiar, se formando como engenheiro elétrico. Mas, desde cedo, Breguet se interessou pela aviação e pelas experiências conduzidas naquele setor. De fato, em 1905, ele desenvolveu um sofisticado túnel de vento para realizar detalhados ensaios com aerofólios. Ao projetar e construir seu primeiro avião, em 1907, ele fundou a Societé Anonyme dès Ateliers d´Aviation Louis Bréguet, em 1911. No mesmo ano, este primeiro aeroplano de Bréguet estabeleceu um novo recorde de velocidade internacional durante um voo de 10 quilômetros. No seguinte a empresa projetaria e construiria seu primeiro modelo do tipo “hidroavião”. Nos anos seguintes, muitos foram os projetos por ele elaborados, mas, mal fundara sua empresa, o seu modelo Breguet 3 o colocou firmemente com um dos principais fornecedores de aviões da   recém organizada Aviação Militar Francesa. Durante a Primeira Guerra Mundial, a empresa produziu uma série de aeronaves de combate como bombardeiros, reconhecimento aéreo e caças de escolta, destinado a equipar as orças armadas francesas. Em particular, suas aeronaves de reconhecimento obteriam grande destaque durante o conflito, devido a seu desempenho superior em açao, com muitas destes modelos se mantendo em plena atividade militar na década seguinte. Os primeiros da Primeira Guerra Mundial, trariam a equipe de projetos da Societé Anonyme dès Ateliers d´Aviation Louis Bréguet, muito ensinamentos, que principalmente demonstraram a necessidade de dispor de aviões de combate mais eficientes e com desempenho superior aos existentes no inicio da guerra em 1914. Com base neste aprendizado, em junho de 1916, a empresa iniciou o desenvolvimento de uma nova e revolucionaria aeronave biplana de porte médio, capaz de realizar missões de bombardeio e reconhecimento.

Com os parâmetros do projeto definido a Societé Anonyme dès Ateliers d´Aviation Louis Bréguet, iniciou rapidamente a construção do primeiro protótipo do novo modelo batizado como “Type AV”, com a aeronave realizando o primeiro em 21 de dezembro do mesmo, tendo ao comando o próprio Louis Charles Breguet, como piloto de ensaios em voo. O “Type AV” foi inscrito no programa que o serviço técnico da Aviação Militar Francesa lançara naquele mesmo mês. O qual solicitava quatro novos tipos de aeronaves de combate, curiosamente indicando a preferência pelo emprego de motores produzidos pela empresa Hispano-Suiza. A Breguet apresentou propostas para duas categorias, bombardeio e reconhecimento, porém não respeitando a indicação do emprego do motor Hispano-Suiza 8A V-8 de 180 HP de potência, fazendo uso então do motor Renault 12FE V-12 de 200 HP (mesmo grupo propulsor empregado anteriormente no Bréguet Type V). Com o aceite desta alteração, os meses iniciais do ano de 1917 assistiram a nova aeronave a Bréguet a ser exaustivamente ensaiada e testada pelas autoridades da Aeronáutica Militar Francesa. A aeronave se diferencia das demais por ter uma estrutura construída em duralumínio (uma liga de alumínio que havia sido inventada na Alemanha por Alfred Wilm apenas uma década antes). Muitas das secções da aeronave compostas de duralumínio eram unidas através do emprego de encaixes de tubos de aço e amarras com fio de piano. As asas eram formadas por tubos retangulares também em duralumínio, com calços e madeira de carvalho com os pontos de fixação envoltos em uma baia de folha de aço. Os componentes em madeira eram feitos de compensados, deixando o peso geral mais leve, já a parte traseira da fuselagem foi construída a partir de tubo de aço soldado. Tantos avanços em termos de tecnologia de materiais empregados na construção da aeronave, trouxeram inicialmente um certo cetismo por parte oficiais da arma aérea francesa que não estamos acostumados a emprego dos materiais inovadores presentes na nova aeronave da Breguet.
Apesar das desconfianças iniciais, o programa de em ensaios em voo, culminou no aceite da aeronave para preencher ambos os papeis de missão demandados no Programa do Serviço Técnico da Aviação Militar Francesa, registrando ainda a surpreendente marca do protótipo ter atingido uma velocidade máxima de 172 km/h a uma altitude de 2.000 m (6.600 pés). Os entendimentos se encaminhavam para a celebração de um grande contrato de produção, levendo a empresa a acelerar os preparativos para a produção em série, emitindo ao governo francês em 2 de março de 1917 que os gabaritos de produção estavam prontos. Quatro dias depois a empresa recebeu a primeira ordem oficial de produção englobando 150 aeronaves reconhecimento agora designados como Bréguet 14 A.2, e logo em seguida em 04 de abril, mais um pedido e 100 células, agora na versão de bombardeio designado Bréguet 14 B.2. A versão de reconhecimento foi equipada com 4 câmeras instaladas na fuselagem, com algumas unidades sendo equipadas com sistema de radio de longo alcance. As aeronaves de bombardeio receberam nas asas inferiores racks de bombas produzidos pela Michelin, podendo portar até 32 bombas de 115 mm (4,5 polegadas). Em maio deste mesmo os primeiros Bréguet 14 A.2 começaram a ser recebidos nas esquadrilhas de observação da Aviação Militar Francesa (Aviaton Militare). Já os bombardeiros Bréguet 14 B.2. sendo recebidos nas unidades especializadas a partir de outubro de 1917. Em pouquíssimo tempo, ficou claro que o Breguet 14 era uma aeronave excepcional para executar missões de bombardeio, observação e reconhecimento. Em muito isso se devia á enorme robustez da célula, que, ao contrário de muitos aviões da época, fazia extenso uso de alumínio em sua treliça, o que não somente conferia a robustez, mas, ao ser mais leve do que o esperado para um avião de seu porte caso utilizasse exclusivamente madeira em sua estrutura. O Breguet 14 era um avião bastante veloz, mais até do que alguns caças empregados naquela época. 

Este excelente desempenho levaria as autoridades francesas a ordenaram um aumento substancial na produção, assim varias outras empresas foram subcontratadas pela Societé Anonyme dès Ateliers d´Aviation Louis Bréguet, entre estas a automotiva Darracq et Cie que foi solicitada a fabricar 330 aeronaves, Compagnie Générale des Établissements Michelin SCA com 600 células, Farman Aviation Works 120 aeronaves. Como uma prevenção contra a possível escassez de motores Renault 12FE V-12  , foram aplicadas alternativas no projeto, com muitas das células destinadas a Bélgica e Estados Unidos sendo equipados com o motor Fiat A.12. Outro motor adotado foi construído pela empresa francesa de automóveis Lorraine-Dietrich, que era mais leve, mas produzia menos potência que a unidade Renault. Vários modelos B.2 de produção tardia foram equipados com o motor American Liberty. Para distinguir essas aeronaves, foram designadas Bréguet 14 B.2 L. Em uso junto ao Serviço Aéreo do Exército dos Estados Unidos (USAAS), cerca de 600 células dos modelos bombardeio e observação tiveram amplo destaque no esforço de guerra norte americano na Primeira Guerra Mundial. Antes do Armistício de 11 de novembro de 1918, o Bréguet 14 era tipicamente designado para servir em papéis de reconhecimento e bombardeio, representando a maior frota em serviço durante o final da guerra de um único modelo, sendo responsável por terem lançado em território inimigo mais de 1.887.600 kg de bombas. Cabe a modelo ainda ter desempenhado um importante papel em uma das últimas ações da guerra, pois em 08 de novembro de 1918 um Bréguet 14 A.2 foi empregado no transporte do Major alemão Von Geyer, de Tergnier para a negociação dos termos da rendição, com esta aeronave coberta com grandes bandeiras brancas de trégua para evitar ser atacado pelos caças das nações opositoras.
Semanas após a assinatura do Armistício, o Bréguet 14 foi usado para realizar vários voos de longa distância para demonstrar suas capacidades. Em 26 de janeiro de 1919, uma travessia dupla do Mediterrâneo foi pilotada usando o tipo pelo Tenente Roget e Capitão Coli. Em 5 de abril, Roget voou de Lyon para Roma e depois para Nice Roget e Coli mais tarde estabelecem um novo recorde francês de longa distância voando o Bréguet 14, voando de Paris para Kenitra, Marrocos, a uma distância de 1.900 km (1.200 mi) em 11 horas e 15 minutos. Mesmo com o final do conflito, as aeronaves Breguet 14 continuaram em atividade na linha de frente, atuando nas episódicas rebeliões colônias que a França enfrentou durante a década de 1920. Para atuar em áreas inóspitas como Síria, Vietnã, Marrocos e Rússia (durante a intervenção francesa na Guerra Civil Russa), foi desenvolvida uma versão especial destinada a operar em adversas e extremas condições climáticas, recebendo a designação de Breguet  "14 TOE" (Théatres des Operations Extérieures). Quando a produção finalmente cessou em 1928, haviam sido entregues mais de 8.000 unidades, sendo montadas por empresas, as últimas células militares francesas foram retiradas do serviço ativo, somente em meados do ano de 1932, já as variantes de civis de transporte de cargas e passageiros construídas na primeira metade da década de 1920 se mantiveram em operação comercial até o final da década de 1930.

Emprego no Exército Brasileiro. 
A origem da Aviação do Exército tem como cenário os campos de batalha de Humaitá e Curupaiti, na Guerra da Tríplice Aliança em 1867. Ao patrono do exército Luiz Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias, coube o pioneirismo de empregar balões cativos em operações militares na América do Sul, com a finalidade de observar as linhas inimigas. Foi o chefe militar que já estava atento a importância da terceira dimensão do campo de batalha para o desdobramento das manobras. Legou ao Exército Brasileiro a honra de ter sido a primeira força a utilizar balões para observação e busca de informações, o que possibilitou as forças aliadas observar as formidáveis fortificações paraguaias de Curupaiti e Humaitá, e assim auxiliar de maneira decisiva no planejamento e a montagem da ofensiva de grande porte. Após a guerra, foi criado o Serviço de Aerostação Militar, cujas atividades balonísticas se desenvolveram por mais quarenta e sete anos. Em 1913, foi criada a Escola Brasileira de Aviação (EsBAv) no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro (RJ), ocasião em que foram adquiridos os primeiros aviões do exército de fabricação italiana. A eclosão e o desenrolar da Primeira Guerra Mundial, traria um grande avanço tecnológico em termos de armas, equipamentos e doutrina de atuação, os efeitos seriam sentidos em todos os cantos do mundo, e neste cenário o comando das duas Forças Armadas Brasileiras, concluíram em conjunto que suas forças militares se encontravam obsoletas diante desta nova realidade. No intuito de reverter este cenário, o governo brasileiro, a partir do segundo semestre do ano de 1918, iniciou tratativas junto ao governo francês, a fim de estudar o desenvolvimento de consultoria e assessoria militar no intuito de modernizar as Forças Armadas Brasileiras. As negociações para o contrato ocorreram em Paris, entre o adido militar brasileiro na França, coronel Malan d’Angrogne, e o ministro da Guerra francês, Georges Clemenceau.. O contrato foi assinado poucos meses depois na capital francesa e ratificado logo em seguida no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, criando assim oficialmente a “Missão Militar Francesa”. Os termos do contrato estipulavam que oficiais franceses comandariam durante quatro anos as escolas de Estado-Maior (EEM), de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), de Intendência e Veterinária; e que o Brasil se comprometia a privilegiar a indústria francesa em suas compras de armas e equipamentos militares com a condição de que o material oferecido, o prazo de entrega e os preços fossem no mínimo equivalentes aos de outros países fornecedores. 

Para o Brasil, o contrato representou um grande passo na direção da profissionalização e modernização de seu Exército e contribuiu para fortalecer seu poder militar. E neste novo cenário o Exército Brasileiro decidiu retomar as atividades da aviação militar, criando assim o embrião em 1919 da Escola de Formação de Aviadores Militares, precursora do atual Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx). O acerto registrado entre os governos do Brasil e França para a organização de uma escola de aviação do Exército Brasileiro resultou na aquisição imediata de um grande número de aviões. A maioria era de aviões de treinamento a serem utilizados na formação dos futuros aviadores do Exército. Contudo, alguns não eram exclusivamente de instrução de voo, mas aeronaves de combate destinadas não somente a dar instrução de emprego, mas possibilitar assim a criação de um núcleo de uma aviação de combate. Com este intuito um ano antes seria celebrado com a empresa Societé Anonyme dès Ateliers d´Aviation Louis Bréguet um contrato para a aquisição de 30 exemplares dos aviões de bombardeio e reconhecimento Breguet nas versões 14B2 e 14A2. Apesar das sutis diferenças visuais existentes entre as duas versões, como envergadura ligeiramente maior do Breguet 14B2, não se sabe ao certo quantas células de cada versão foram incorporadas ao acervo da Aviação Militar do Exército Brasileiro, uma tarefa dificultada pelo fato de que elas não foram montadas no mesmo período. De fato, as evidencias sugerem que não mais do que 12 aeronaves Bréguet 14A2/B2 encontravam-se montados e disponíveis para voo em qualquer momento durante os oito anos em que estiveram em plena atividade na Aviação Militar do Exército. A documentação existente indica que os Breguet 14 destinados a Aviação Militar, chegaram no país no transcorrer de 1920 transportados por via marítima. No fim daquele ano, os primeiros três exemplares foram postos à disposição do primeiro “Curso de Aperfeiçoamento” , mas foi somente a partir de março de 1921 que os Breguet 14A2/B2 foram incluídos em carga e distribuídos a Escola de Aviação Militar (EAvM), baseado no Campo dos Afonsos na cidade do Rio de Janeiros (RJ). Munidas com estações de rádio e equipamento fotográfico, essas novas aeronaves foram instrumentais na formação operacional dos alunos matriculados no “Curso de Observador Aéreo”, bem como daqueles cadetes inscritos no “Curso de Aperfeiçoamento”.
Entretanto, o mês de junho de 1922 trouxe a criação do Grupo de Aviação no Sul, e com ele a formação da 1º Esquadrilha de Bombardeio, da 3º Esquadrilha de Observação e da 1º Esquadrilha de Caça. Essas esquadrilhas representavam o primeiro desdobramento dos meios aéreos da Aviação Militar para além dos limites do Campo dos Afonsos, ao menos de forma quase permanente. Respectivamente equipadas com quatro e seis aeronaves Breguet 14A2/B2 nas cidades de Santa Maria e Alegrete no estado do Rio Grande do Sul. As primeiras duas esquadrilhas permaneceram em atividade naquela região até 1928, quando o Grupo de Aviação no Sul foi dissolvido e todo o acervo aeronáutico, enviado de volta ao Campo dos Afonsos. Apesar de permanecerem no Rio Grande do Sul durante quase seis anos, muito pouco se sabe das atividades que as aeronaves Breguet 14A2/B2 desenvolveram naquela região. Para os Breguet 14A2/B2 que permaneceram na Escola de Aviação Militar (EAvM), a rotina de instrução permaneceu inalterada durante os anos de 1921 e 1922, salvo a perda de duas células em acidentes. Contudo no segundo trimestre de 1923, os  Breguet 14A2/B2 protagonizaram dois importantes reides que ganharam considerável destaque na imprensa nacional. Porem, e provavelmente mais importantes, esses dois voos de longa distância, representaram uma quebra nas rígidas limitações impostas pela Missão Militar Francesa, que impedia voos além de um imaginário cilindro com raio de 10 km e centro sobre o Campo dos Afonsos no Rio de Janeiro. O primeiro destes reides, em 21 de abril assistiu a três Breguet 14A2/B2 iniciarem um voo de longa distância entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Com o nome de “Esquadrilha Anhangá”, essas três aeronaves concluíram o reide com sucesso: um dos Breguet 14 sofreu um pequeno acidente na perna de regresso ao Campo dos Afonsos. Pouco depois em 23 de abril, um solitário Breguet 14 deu inicio ao Reide entre o Campo dos Afonsos e a cidade de Curitiba no estado do Paraná.

Assim que foi deflagrada a Revolução de 1924, as forças legalistas trataram de reunir as forças necessárias para acabar com os focos da rebelião em São Paulo e no Norte do país. Para tanto, o comando do Exército Brasileiro lançou mão dos meios aéreos pertencentes a Escola de Aviação Militar (EAvM), entre os quais seis aeronaves dos modelos Breguet 14A2/B2. Foram transportados desmontados via férrea até a cidade de Mogi das Cruzes (SP), para lá iniciarem suas operações contra as forças rebeldes. No que tange aos Breguet 14A2/B2, as operações aéreas foram executadas entre os dias 19 e 28 de julho e foram restritas a missões de reconhecimento e observação. Mas partir do dia 22 do mesmo mês, surtidas de bombardeio foram realizadas contra diversos alvos, muitos no perímetro urbano da cidade São Paulo (SP). Mesmo que muito modestas quando comparadas as operações aéreas realizadas em outros episódios armados registrados neste período em outras partes do mundo, as atividades destas aeronaves francesas, bem como de outros aviões que ativamente participaram dos embates da Revolução de 1924, surtiram considerável efeito sobre a moral das forças revoltosas. Mas estes acontecimentos no ano de1924 marcaram o ápice da carreira dos Breguet 14A2/B2 da Aviação Militar do Exército Brasileiro. As dificuldades orçamentárias que passaram a ser vivenciadas pelas Forças Armadas Brasileiras, em especial a Aviação Militar, na esteira da Revolução de 1924, afetaram sobremaneira a disponibilidade do material militar aeronáutico pertencente ao Exército Brasileiro. Por mais robustas que estas aeronaves francesas fossem, os  Breguet 14A2/B2 passaram a sofrer com altíssimos índices de indisponibilidade de voo, principalmente devido a dificuldade de recursos para a importação de componentes de reposiçao críticos que estivem gastos ou danificados em acidentes na operação dos aviões.
Assim aliadas as perdas registradas como consequência de acidentes, no ano de 1927, a frota de aeronaves dos modelos Breguet 14A2 e Breguet 14B2 ficou reduzida a seis ou sete células disponíveis para emprego em voo operacional, com as demais células restantes sendo canibalizadas para servir como fonte de peças de reposiçao. Finalmente no ano de 1928, os derradeiros Breguet 14A2/B2 foram suspensos das atividades de voo da Aviação Militar do Exercito Brasileiro, sendo posteriormente alienados e vendidos como sucata. Infelizmente nenhuma aeronave foi preservada. Temos ainda o registro de operação militar de pelo menos mais duas aeronaves desta família, que foram adquiridas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, em 1923 na Argentina do represente local da Societé Anonyme dès Ateliers d´Aviation Louis Bréguet, o senhor Patrick Hassett, para uso junto ao “ Serviço de Aviação da Brigada Militar”. Apesar de não haver registros exatos acredita-se que eram do modelo de observação Breguet 14A2, fotos de época nos fazem concluir que as aeronaves podiam pertencer a variante Breguet 14T, apresentando com principal característica visual a pela existência de tanques suplementares de combustível sob a asa superior. Estas aeronaves receberam as matriculas de BM-1 e BM-2, infelizmente não dispomos de dados mais detalhados sobre sua operação nos conflitos regionais ocorridos naquele período, bem como seu destino final.

Em Escala
Para representarmos o Breguet 14A2, empregamos a única opção disponível em kit na escala 1/48, um antigo modelo produzido no início da década de 1970 pela K & B Manufacturing, representando a versão de reconhecimento empregado pela Aviação Militar do Exército Brasileiro. Fizemos uso de decais confeccionados pelo modelista Rafael Pinheiro.
O padrão de cores descrito abaixo foi mensurado com base nos registros existentes em profiles obtidos em sites e livros e também em fotos de época, representa um esquema já observado em outras aeronaves empregadas naquele período pela Escola de Aviação Militar (EAvM) do Exército Brasileiro.


Bibliografia :

- Aviação Militar Brasileira 1916 – 2015 – Jackson Flores Jr
- Breguet 14  Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Breguet_14
- O Serviço de Aviaçao da Brigada Militar do Rio Grande do Sul – Diego Klein Penha Unisul