História e Desenvolvimento.
A operação de veículos blindados sobre rodas no Brasil, teve seu início durante a Segunda Guerra Mundial, quando foram recebidos os primeiros carros T-17 Deerhound e M-8 Greyhound, cabendo a este último a experiência de operação em combate real pela Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a campanha da Itália. Logo no pós-guerra o emprego deste tipo de blindado sobre rodas seria ampliado nas unidades mecanizadas brasileiras, devido ao recebimento de mais viaturas blindadas sobre rodas dos modelos M-8 e M-20. A necessidade de manutenção da operacionalidade e extensão da vida útil desta frota resultaria durante a década de 1960, nos primeiros esforços de modernização a atualização destas viaturas que gerariam o primeiro embrião da indústria de defesa nacional. Neste contexto o desenvolvimento dos projetos das viaturas blindadas CRR (Carro de Reconhecimento sobre Rodas) e CTRA (Carro de Transporte sobre Rodas Anfíbio) durante a década de 1970 seriam potencializadas pelo movimento de reorganização promovido, que ensejaria na criação da "nova cavalaria mecanizada". De acordo com esta sistemática todas as brigadas deveriam ter ao menos um esquadrão de cavalaria mecanizada para emprego em tarefas reconhecimento e segurança, também seriam formados regimentos inteiros de cavalaria mecanizada formando, juntamente com a cavalaria blindada, suas próprias brigadas de cavalaria mecanizada. Por característica de missão a cavalaria mecanizada "leve" deveria operar de forma descentralizada em grandes distâncias, operando em estradas pavimentadas ou não, trafegando primordialmente em alta velocidade. Para isto seriam necessários veículos leves e ágeis que renunciariam ao grande poder de fogo e blindagem em detrimento a mobilidade. Neste contexto seriam incorporados nos novos veículos blindados EE-9 Cascavel e EE-11 Urutu, operando em conjunto nos pelotões de cavalaria mecanizada, complementando um ao outro. Suas semelhanças de projeto e alta compatibilidade de componentes (muitos deles oriundos da indústria automotiva) facilitariam a cadeia logística e processos de manutenção. A introdução destes dois modelos traria uma capacidade de mobilidade do campo de batalha jamais atingida, representando regionalmente no contexto da América do Sul, uma ferramenta de projeção de poder e dissuasão. No entanto o passar dos anos logo traria o eminente desgaste operacional, levando ao registro de baixos indícios de disponibilidade, com este cenário sendo agravado pela decretação de falência da Engesa S/A em 1994. Neste momento se fazia necessário tomar ações que pudessem restabelecer a capacidade operativa dos Regimentos de Cavalaria Mecanizada (RCC) e Esquadrões de Cavalaria Blindada (EsqdCMec), sendo descartado inicialmente a substituição destes blindados por modelos mais modernos importados. A solução lógica para esse cenário conduziu à implementação de um amplo programa de repotenciamento e modernização da frota existente, iniciativa liderada pelo Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), que buscou estabelecer parcerias com empresas privadas especializadas.
Em 1996, esse esforço recebeu a denominação oficial de Programa de Manutenção de 5º Escalão de Viaturas Blindadas sobre Rodas, mais conhecido como Projeto Fênix, abrangendo a modernização de 204 viaturas blindadas de reconhecimento EE-9 Cascavel e de um número semelhante de blindados de transporte de pessoal EE-11 Urutu. Embora o programa tenha alcançado resultados satisfatórios, proporcionando um sensível aumento da vida útil e da disponibilidade operacional dessas viaturas, ficou evidente que se tratava apenas de uma solução transitória. Os projetos básicos dos EE-9 Cascavel e EE-11 Urutu remontavam à década de 1970 e haviam sido concebidos para um ambiente estratégico completamente distinto daquele existente ao final do século XX. Dessa forma, apresentavam um crescente grau de obsolescência diante das novas ameaças e dos modernos cenários de combate, caracterizados por conflitos assimétricos, operações urbanas e pelo emprego disseminado de armamentos anticarro portáteis e artefatos explosivos improvisados (IED). Essas limitações tornaram-se evidentes durante o emprego operacional em missões de paz conduzidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), inicialmente em Moçambique e Angola, na década de 1990, posteriormente na República Democrática do Congo e, sobretudo, durante a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH), entre 2004 e 2017. Nessas operações, desenvolvidas predominantemente em ambientes urbanos e de elevada complexidade, verificaram-se deficiências relacionadas principalmente ao reduzido nível de proteção balística e antiminas, à limitada consciência situacional proporcionada aos tripulantes e às restrições para a integração de modernos sistemas de comando, controle e comunicações. Em consonância com as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Defesa (PND) e pela Estratégia Nacional de Defesa (END), o Exército Brasileiro iniciou um amplo processo de modernização abrangendo não apenas a renovação dos meios materiais, mas também a atualização doutrinária. Nesse contexto foi estruturado o Portfólio Estratégico do Exército (Port EE), responsável por reunir os diversos Programas Estratégicos do Exército (Prg EE), destinados à execução de projetos de médio e longo prazo voltados à modernização da Força Terrestre. Entre as iniciativas prioritárias destacava-se o desenvolvimento de uma nova família de viaturas blindadas sobre rodas, concebida para substituir progressivamente os veteranos EE-9 Cascavel e EE-11 Urutu. A concepção desse programa incorporou diretamente as lições operacionais obtidas durante as missões internacionais de paz, privilegiando elevados níveis de proteção balística e antiminas, maior mobilidade tática, elevada capacidade de integração eletrônica e modularidade construtiva. Assim, ao final da década de 1990, o Exército Brasileiro elaborou o documento de requisitos operacionais básicos (ROB nº 09/99), estabelecendo as especificações para uma nova família de viaturas blindadas anfíbias sobre rodas.
Previa-se uma plataforma modular de configuração 6×6, capaz de receber diferentes sistemas de armas, sensores e equipamentos eletrônicos, permitindo o desenvolvimento de diversas versões especializadas sobre um mesmo chassi. Neste contexto figuravam viaturas de transporte de pessoal, reconhecimento, posto de comando, ambulância, socorro e recuperação, apoio de fogo, porta-morteiro, defesa antiaérea e combate de infantaria, podendo ser equipadas com metralhadoras pesadas, canhões automáticos de 30 mm, morteiros e lançadores de mísseis. A padronização de componentes mecânicos e eletrônicos reduziria significativamente os custos de operação e manutenção, ao mesmo tempo em que facilitaria a evolução tecnológica ao longo de seu ciclo de vida. Além disso deveria incorporar sistemas de proteção QBRN (química, biológica, radiológica e nuclear), blindagem modular, elevada resistência antiminas, arquitetura eletrônica digital e modernos sistemas de comando e controle, características indispensáveis para sua atuação nos conflitos contemporâneos. Em 12 de abril de 2007 seria lançada a solicitação formal às empresas Agrale S/A, Avibras S/A, EDAG Ltda, Fiat - Iveco do Brasil S/A e IESA que elaborassem propostas financeiras. A seguir seria deflagrada uma licitação para o programa denominado como NFMBR (Nova Família de Blindados Médios de Rodas). Em 21 de dezembro deste mesmo ano, seria assinado em Brasília um acordo entre o Exército Brasileiro e a divisão da Fiat - Iveco S/A no Brasil, para o início da construção de um protótipo, tendo em vista que a proposta apresentada representava a melhor solução do ponto vista técnico e econômico, pesando também a experiencia da empresa na produção do blindado sobre rodas Iveco Super AV 8x8. No dia 18 de dezembro de 2009, no Quartel-General do Exército, o General Fernando Sérgio Galvão, Chefe do Estado-Maior do Exército, e o Presidente da Iveco do Brasil S/A , Marco Mazzu, assinaram o contrato de produção do Projeto Viatura Blindada de Transporte de Pessoal - Médio sobre Rodas (VBTP-MSR), prevendo a fabricação de 2.044 unidades, em 20 anos. Em 2011 o protótipo do Veículo Blindado de Transporte Médio sobre Rodas Guarani 6X6, foi apresentado na LAAD Latin American Aero & Defence, no Rio de Janeiro (RJ). Em meados do ano de 2013, a Iveco Defense Brasil S/A inauguraria na cidade mineira de Sete Lagoas, uma planta dedicada a produção anual de 60 viaturas. Apresentaria um monobloco formado por duas longarinas na base do veículo, que abriga toda a suspensão, os elementos de transmissão com sua respectiva caixa e dois diferenciais, um dianteiro e outro traseiro. Sobre este conjunto foi montado a estrutura blindada, em forma de V capaz de resistir a minas terrestres de até 6 kg de carga explosiva. Com mais de 7,0 mts de comprimento por 2,4 mts, com capacidade anfíbia possuiu tração 6X6, com possibilidade de trafegar tanto em terreno arenoso como em asfalto. Sua blindagem apesar de leve, seria capaz de proteger ele contra disparos de todos os tipos de projéteis em calibre 7,62X51 mm, inclusive perfurantes de blindagem e fragmentos de granadas.
Previa-se uma plataforma modular de configuração 6×6, capaz de receber diferentes sistemas de armas, sensores e equipamentos eletrônicos, permitindo o desenvolvimento de diversas versões especializadas sobre um mesmo chassi. Neste contexto figuravam viaturas de transporte de pessoal, reconhecimento, posto de comando, ambulância, socorro e recuperação, apoio de fogo, porta-morteiro, defesa antiaérea e combate de infantaria, podendo ser equipadas com metralhadoras pesadas, canhões automáticos de 30 mm, morteiros e lançadores de mísseis. A padronização de componentes mecânicos e eletrônicos reduziria significativamente os custos de operação e manutenção, ao mesmo tempo em que facilitaria a evolução tecnológica ao longo de seu ciclo de vida. Além disso deveria incorporar sistemas de proteção QBRN (química, biológica, radiológica e nuclear), blindagem modular, elevada resistência antiminas, arquitetura eletrônica digital e modernos sistemas de comando e controle, características indispensáveis para sua atuação nos conflitos contemporâneos. Em 12 de abril de 2007 seria lançada a solicitação formal às empresas Agrale S/A, Avibras S/A, EDAG Ltda, Fiat - Iveco do Brasil S/A e IESA que elaborassem propostas financeiras. A seguir seria deflagrada uma licitação para o programa denominado como NFMBR (Nova Família de Blindados Médios de Rodas). Em 21 de dezembro deste mesmo ano, seria assinado em Brasília um acordo entre o Exército Brasileiro e a divisão da Fiat - Iveco S/A no Brasil, para o início da construção de um protótipo, tendo em vista que a proposta apresentada representava a melhor solução do ponto vista técnico e econômico, pesando também a experiencia da empresa na produção do blindado sobre rodas Iveco Super AV 8x8. No dia 18 de dezembro de 2009, no Quartel-General do Exército, o General Fernando Sérgio Galvão, Chefe do Estado-Maior do Exército, e o Presidente da Iveco do Brasil S/A , Marco Mazzu, assinaram o contrato de produção do Projeto Viatura Blindada de Transporte de Pessoal - Médio sobre Rodas (VBTP-MSR), prevendo a fabricação de 2.044 unidades, em 20 anos. Em 2011 o protótipo do Veículo Blindado de Transporte Médio sobre Rodas Guarani 6X6, foi apresentado na LAAD Latin American Aero & Defence, no Rio de Janeiro (RJ). Em meados do ano de 2013, a Iveco Defense Brasil S/A inauguraria na cidade mineira de Sete Lagoas, uma planta dedicada a produção anual de 60 viaturas. Apresentaria um monobloco formado por duas longarinas na base do veículo, que abriga toda a suspensão, os elementos de transmissão com sua respectiva caixa e dois diferenciais, um dianteiro e outro traseiro. Sobre este conjunto foi montado a estrutura blindada, em forma de V capaz de resistir a minas terrestres de até 6 kg de carga explosiva. Com mais de 7,0 mts de comprimento por 2,4 mts, com capacidade anfíbia possuiu tração 6X6, com possibilidade de trafegar tanto em terreno arenoso como em asfalto. Sua blindagem apesar de leve, seria capaz de proteger ele contra disparos de todos os tipos de projéteis em calibre 7,62X51 mm, inclusive perfurantes de blindagem e fragmentos de granadas. Seu assoalho seria projetado com forma em “V” para dissipar detonações de minas terrestres e IEDs (explosivos improvisados) que já causaram centenas de mortes e muita destruição em blindados convencionais no Iraque e Afeganistão. A capacidade de proteção NBC (nuclear, bacteriológico e químico) seria um opcional, podendo ser facilmente incorporado ao projeto. Como o projeto do Guarani seguiria a tendência de praticamente todos os novos projetos em blindados, apresentaria uma modularidade que lhe seria muito útil para adaptação de placas de blindagem extra, reforçando sua capacidade a níveis bem mais resistentes, caso seja necessário, além de se poder integrar diversos armamentos de vários tipos. Em sua configuração básica a viatura seria equipada com uma metralhadora M-2 em calibre.50 (12,7 mm), porém diversas torres controladas remotamente e armadas com metralhadoras 7,62 X 51 mm, lança granadas de 40 mm, e metralhadora pesada em calibre 12,7 mm, também poderiam instaladas facilmente no Guarani. O modelo seria habilitado para operar com uma torre UT-30BR, desenvolvida pela empresa israelense Elbit System Ltd, que possuía um canhão de ATK de 30 mm, uma metralhadora coaxial de 7,62X51 mm e um sensor óptico para uso do comandante do veículo e outro para o artilheiro. Além disso, há sistemas de defesas como um alerta de laser LWS que avisa o comandante quando o veículo estiver sendo iluminado por um designador de alvos a laser. Com a finalidade de atender às exigências do Exército Brasileiro, e também em função dos custos, optou-se por incorporar ao projeto o maior número possível de componentes que já existissem no mercado automotivo de caminhões (com modelo atingindo um índice de nacionalização de 90%), como forma de baratear a manutenção e ao mesmo tempo manter um veículo moderno. Devido a isto, foram utilizados os elementos mecânicos dos caminhões comerciais da série Trakker 410T44 / 410T48 – 6x4, produzidos e comercializados pela Iveco do Brasil S/A. O monobloco também faria uso de componentes comuns a este caminhão, empregando ainda o mesmo motor FPT Industrial Cursor 9F2C de 383 cv fabricado na Argentina, operando acoplado a uma transmissão automática ZF Friedrichshafen 6HP602S. Para propulsão aquática seria escolhido o conjunto Bosch Rexroth A2FM80 com duas hélices navais. Faria uso também de conjuntos pneumáticos centrais Téléflow, sistema de proteção QBN (química, biológica e nuclear) Aero Sekur, sensor de fogo automático e supressão Martec, painel digital do motorista, sistema elétrico CANBUS tipo 24V, assentos com absorção de choque, câmeras de motorista da Orlaco Products, sistema de ar-condicionado da Euroar, sistema de pneus runflat Hutchinson, eixos motrizes Dana, e caixa de transferência e suspensão da Iveco. O sistema de comando e controle seria composto por dois rádios Harris Falcon III com GPS integrado, um intercomunicador Thales SOTAS, um computador Geocontrol CTM1-EB e software GCB (Gerenciador do Campo de Batalha), desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento de Sistemas do Exército Brasileiro.
Seria concebido para transportar um Grupo de Combate (GC) composto por 09 militares, incluindo o comandante do grupo, além dos dois integrantes da tripulação permanente da viatura motorista e atirador. Chegou-se a ser estudada uma versão destinada às unidades de Cavalaria Mecanizada, concebida para substituir progressivamente as viaturas blindadas de reconhecimento EE-9 Cascavel. Essa versão previa o emprego de uma torre armada com canhão de 105 mm, transformando-o em uma Viatura Blindada de Combate de Cavalaria (VBC Cav). Entretanto revisões dos requisitos operacionais, aliadas à necessidade de maior poder de fogo, proteção e mobilidade estratégica, levaram opção por uma solução distinta. Em 2016, o contrato original do Programa Guarani foi revisto em decorrência de restrições orçamentárias e do replanejamento da transformação da Força Terrestre. A previsão de aquisição foi reduzida para 1.580 viaturas, com entregas programadas até 2035, contemplando diversas versões especializadas. O primeiro contrato de exportação foi firmado em 2015 com o governo do Líbano, prevendo o fornecimento de 10 unidades, sendo em 2017 incorporados às Forças de Segurança Interna do Líbano (Internal Security Forces – ISF), passando a ser empregados em missões de segurança interna e garantia da ordem pública, principalmente na capital, Beirute. Em 2020 por intermédio da Elbit Systems Ltd., o Guarani foi selecionado pelo Exército das Filipinas no âmbito do programa Light Armored Vehicle Acquisition Project. O contrato previa o fornecimento de 28 viaturas blindadas configuradas segundo os requisitos operacionais filipinos, integrando modernos sistemas eletrônicos desenvolvidos pela empresa israelense, como o sistema de gerenciamento de combate TORCH-X, rádios digitais da família E-LynX, sistema de controle de tiro e novos conjuntos optrônicos para comandante e atirador. Em julho de 2021, a República de Gana tornou-se o terceiro cliente, adquirindo 19 unidades, sendo configuradas para transporte de tropas, reconhecimento, patrulhamento de fronteiras e operações de combate ao terrorismo, especialmente nas regiões limítrofes com Burkina Faso. As viaturas foram equipadas com a estação de armas remotamente controlada REMAX, desenvolvida e produzida pela Ares Aeroespacial e Defesa, agregando elevada capacidade de engajamento com maior proteção para a tripulação. Países como Argentina e Malásia manifestaram interesse em diferentes momentos, evidenciando o potencial de expansão das exportações no segmento de veículos blindados sobre rodas. Em 2023, entretanto o governo brasileiro optou por não autorizar a exportação de aproximadamente 450 viaturas, configuradas principalmente na versão ambulância blindada, destinadas à Ucrânia. Avaliada em cerca de R$ 3,5 bilhões, a operação foi interrompida em razão da decisão do governo brasileiro de não fornecer equipamentos militares que pudessem ser empregados diretamente no conflito entre Ucrânia e Rússia. A medida encerrou, ao menos naquele momento, uma das maiores possibilidades de exportação da indústria brasileira de defesa, reduzindo significativamente o potencial de expansão internacional do programa Guarani.
Seria concebido para transportar um Grupo de Combate (GC) composto por 09 militares, incluindo o comandante do grupo, além dos dois integrantes da tripulação permanente da viatura motorista e atirador. Chegou-se a ser estudada uma versão destinada às unidades de Cavalaria Mecanizada, concebida para substituir progressivamente as viaturas blindadas de reconhecimento EE-9 Cascavel. Essa versão previa o emprego de uma torre armada com canhão de 105 mm, transformando-o em uma Viatura Blindada de Combate de Cavalaria (VBC Cav). Entretanto revisões dos requisitos operacionais, aliadas à necessidade de maior poder de fogo, proteção e mobilidade estratégica, levaram opção por uma solução distinta. Em 2016, o contrato original do Programa Guarani foi revisto em decorrência de restrições orçamentárias e do replanejamento da transformação da Força Terrestre. A previsão de aquisição foi reduzida para 1.580 viaturas, com entregas programadas até 2035, contemplando diversas versões especializadas. O primeiro contrato de exportação foi firmado em 2015 com o governo do Líbano, prevendo o fornecimento de 10 unidades, sendo em 2017 incorporados às Forças de Segurança Interna do Líbano (Internal Security Forces – ISF), passando a ser empregados em missões de segurança interna e garantia da ordem pública, principalmente na capital, Beirute. Em 2020 por intermédio da Elbit Systems Ltd., o Guarani foi selecionado pelo Exército das Filipinas no âmbito do programa Light Armored Vehicle Acquisition Project. O contrato previa o fornecimento de 28 viaturas blindadas configuradas segundo os requisitos operacionais filipinos, integrando modernos sistemas eletrônicos desenvolvidos pela empresa israelense, como o sistema de gerenciamento de combate TORCH-X, rádios digitais da família E-LynX, sistema de controle de tiro e novos conjuntos optrônicos para comandante e atirador. Em julho de 2021, a República de Gana tornou-se o terceiro cliente, adquirindo 19 unidades, sendo configuradas para transporte de tropas, reconhecimento, patrulhamento de fronteiras e operações de combate ao terrorismo, especialmente nas regiões limítrofes com Burkina Faso. As viaturas foram equipadas com a estação de armas remotamente controlada REMAX, desenvolvida e produzida pela Ares Aeroespacial e Defesa, agregando elevada capacidade de engajamento com maior proteção para a tripulação. Países como Argentina e Malásia manifestaram interesse em diferentes momentos, evidenciando o potencial de expansão das exportações no segmento de veículos blindados sobre rodas. Em 2023, entretanto o governo brasileiro optou por não autorizar a exportação de aproximadamente 450 viaturas, configuradas principalmente na versão ambulância blindada, destinadas à Ucrânia. Avaliada em cerca de R$ 3,5 bilhões, a operação foi interrompida em razão da decisão do governo brasileiro de não fornecer equipamentos militares que pudessem ser empregados diretamente no conflito entre Ucrânia e Rússia. A medida encerrou, ao menos naquele momento, uma das maiores possibilidades de exportação da indústria brasileira de defesa, reduzindo significativamente o potencial de expansão internacional do programa Guarani.Emprego no Exército Brasileiro.
Em em 2010 o Estado-Maior do Exército (EME) escolheu a 15 ª Brigada de Infantaria Motorizada para ser a grande unidade precursora do processo de experimentação doutrinaria, transformando-a na 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada (15º Bda Inf Mec). O contrato para a produção do primeiro Lote de Experimentação Doutrinária (LED) foi assinado em dezembro de 2012, envolvendo 86 Guarani VBTP-MRs 6×6. A primeira viatura foi entregue em 26 de junho de 2013, ao Centro de Instrução de Blindados “General Walter Pires” (CIBld), devendo ser utilizado para especializar oficiais e sargentos na operação e manutenção do material de emprego militar. Em agosto do mesmo ano o 2º Batalhão de Engenharia de Combate apoiaria a realização de testes na Viatura Blindada de Transporte de Pessoal – Guarani, executado pelo Centro de Avaliação do Exército (CAEx) e por representantes da montadora. Além do teste de transposição de curso d´água, realizado na alça do Rio Paraíba do Sul, seria efetuado um teste de Navegação em Lago, com duração de 1h30min, durante o qual puderam ser observados o desempenho na transposição, a navegação, o sistema de arrefecimento e a aceleração, entre outros. Neste meio tempo começariam a ser formados as primeiras turmas de motoristas e equipe de manutenção, prenunciando assim o breve início da operação do blindado. As primeiras 13 viaturas seriam entregues em uma cerimônia realizada no dia 24 de março de 2014, com presença do Ministro da Defesa e do comandante do Exército Brasileiro. Foram incorporados a 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, sediada em Cascavel/PR, para mobiliar uma das Companhias de Fuzileiros do 33º Batalhão de Infantaria Motorizado (BI Mec), Unidade orgânica da Brigada, que se encontrava em processo de transformação para o 33º Batalhão de Infantaria Mecanizado. Deste lote 11 viaturas estariam equipadas com a torre manual Platt MR550 Bi-Metal, produzida pela empresa australiana W&E Platt Pty LTD, armada com uma metralhadora Browning calibre.50, com os dois demais carros apresentando uma tampa provisória, sendo logo apelidados de “mulas-sem-cabeça “. Estes receberiam em seguida os protótipos das torres Remax em desenvolvimento pela Ares Aeroespacial e Defesa Ltda em parceria com a empresa Elbit Systens Ltd. Em atendimento ao cronograma original, mais 86 viaturas seriam entregues até o final do ano de 2014, sendo distribuídos aos batalhões de infantaria de Foz do Iguaçu (PR), Apucarana (PR), Francisco Beltrão (PR) e ao Centro de Instrução de Blindados em Santa Maria (RS). Durante o período de introdução e avaliação operacional do VBTP-MR Guarani, as viaturas pertencentes ao 33º Batalhão de Infantaria Mecanizado (BI Mec) foram amplamente empregadas em diversas missões realizadas no oeste do estado do Paraná. Essas operações tiveram como propósito principal aferir o desempenho e a confiabilidade dos veículos em condições reais de campanha, incluindo longos deslocamentos frequentemente superiores a 200 km realizados pelos próprios meios. Tal prática visava testar não apenas a eficiência mecânica e o conforto da tropa.
Como parte desse processo de experimentação, os blindados foram propositalmente mantidos ao relento, expostos às intempéries, de modo a avaliar sua resistência estrutural e operacional. O resultado foi considerado amplamente satisfatório: o elevado índice de disponibilidade técnica demonstrado pelas viaturas confirmava as expectativas iniciais do projeto Guarani, desenvolvido no âmbito do Programa Estratégico do Exército Brasileiro para a modernização da Força Terrestre. Entre os principais sistemas de destaque figuravam o sistema automatizado de pressurização dos pneus, que permite ajustes conforme o tipo de terreno; a suspensão independente nas seis rodas, garantindo maior estabilidade e conforto; e o sistema de ar-condicionado com filtros de proteção NBQ (nuclear, biológica e química), fundamental para operações em ambientes hostis. Além disso, o Guarani incorpora um avançado Sistema de Gerenciamento do Campo de Batalha e um Sistema de Consciência Situacional, ambos projetados para integrar informações táticas em tempo real, elevando significativamente o nível de comando, controle e interoperabilidade das unidades mecanizadas. No aspecto ergonômico, a viatura surpreendeu pelo conforto e atenção ao bem-estar da tropa: assentos estofados, cintos de segurança de cinco pontos e um interior pintado em tom verde-claro adotado após estudos de cromologia aplicada substituíram o tradicional branco dos blindados anteriores. Essa escolha revelou-se acertada, reduzindo o cansaço visual e permitindo viagens prolongadas, superiores a três horas, sem causar fadiga significativa ao pessoal embarcado. O Programa VBTP-MSR (Veículo Blindado de Transporte de Pessoal - Médio Sobre Rodas) previa, em sua concepção original, o desenvolvimento de até dezessete variantes do Iveco Guarani, adaptadas a diferentes funções táticas e de apoio, entre elas: Viatura Blindada de Combate de Fuzileiro (VBC Fuz), Viatura Blindada de Reconhecimento (VBR), Viatura Blindada de Combate Morteiro Médio (VBC Mrt Me), Viatura Blindada de Combate Morteiro Pesado (VBC Mrt P), Viatura Blindada Especial de Central de Direção de Tiro (VBECDT), Viatura Blindada Especial Posto de Comando (VBEPC), Viatura Blindada Especial de Comunicações (VBE Com), Viatura Blindada Especial Socorro (VBE Soc), Viatura Blindada Especial Oficina (VBE Ofn), Viatura Blindada de Transporte Especializado Ambulância (VBTE Amb), Viatura Blindada de Reconhecimento Leve (VBR L), Viatura Blindada de Combate Anticarro - Leve de Rodas (VBC AC LR), Viatura Blindada Especial Observador Avançado - Leve de Rodas (VBE OA LR), Viatura Blindada de Combate Morteiro - Leve de Rodas (VBC Mrt LR), Viatura Blindada Especial Radar - Leve de Rodas (VBE Rdr LR) e Viatura Blindada Especial Posto de Comando - Leve de Rodas (VBEPC LR). Posteriormente seria definido o desenvolvimento final de apenas 07 versões especializadas. Em seguida seria apresentada a segunda versão, agora equipada com um canhão de 30 mm, que compunha o Sistema de Armas Remotamente Controlado (SARC) UT30BR (Unmanned Turret 30mm Brazil), produzido pela empresa Elbit Systems Ltd.
A partir de meados de 2016, parte da frota dos VBTP-MR 6×6 Guarani passou a receber o Sistema de Armas Reparo de Metralhadora Automatizado X (REMAX), desenvolvido pelo Centro de Tecnologia do Exército (CTEx) em parceria com a ARES Aeroespacial e Defesa S.A., a partir de requisitos operacionais definidos pelo Exército Brasileiro. A incorporação desse sistema representou um importante incremento na capacidade de autodefesa da viatura, permitindo o engajamento de alvos sem que o atirador precisasse expor-se ao fogo inimigo. A estação de armas remotamente controlada, totalmente giroestabilizada, pode operar com metralhadoras Browning M2HB calibre 12,7 mm ou FN MAG calibre 7,62 mm, sendo equipada com sensores eletro-ópticos, câmera diurna, câmera termal, telêmetro a laser e sistema computadorizado de controle de tiro, possibilitando o emprego preciso do armamento tanto durante o deslocamento quanto em condições de baixa visibilidade. O planejamento inicial previa a fabricação e integração de aproximadamente 300 conjuntos do sistema SARC REMAX 3 posteriormente evoluído para a versão REMAX 4 destinados às viaturas do programa Guarani. As demais unidades permaneceriam equipadas com reparos convencionais, como as torres manuais Platt MR-550, Plasan GPK e a nacional REMAN, permitindo adequar o nível de armamento às diferentes missões e restrições orçamentárias. A sobrevivência da plataforma também passou por sucessivos aperfeiçoamentos. A partir de 2015, foi homologado o emprego do sistema de blindagem adicional externa Ultra Flex Fence (UFF), concebido segundo o conceito add-on, destinado a ampliar a proteção passiva contra granadas propelidas por foguete, como as empregadas pelos lançadores RPG-7, SPG-9 e armamentos equivalentes. Produzido pela empresa brasileira Alltec Materiais Compostos Ltda., de São José dos Campos (SP), o sistema utilizava tecnologia licenciada da israelense Plasan Sasa Ltd., permitindo rápida instalação e remoção conforme a necessidade operacional. Em 2019, o Guarani foi homologado para receber um novo conjunto de blindagem modular adicional em materiais cerâmicos (Add-on Armour Kit), composto por painéis instalados em pontos específicos da viatura, como portas, laterais da fuselagem, torre e outras áreas vulneráveis. Além de elevar significativamente o nível de proteção balística, esse sistema apresentava elevada durabilidade, rápida instalação em campanha e reduzido impacto sobre a mobilidade, preservando a dirigibilidade e a velocidade máxima da viatura. Prosseguindo na expansão da família Guarani, em setembro de 2021 tiveram início, nas instalações do Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), os primeiros ensaios de campo envolvendo dois protótipos da Viatura Blindada Especial de Engenharia (VBE Eng) 6×6 Guarani. Coordenado pelo Departamento de Engenharia e Construção (DEC), por intermédio da Diretoria de Material de Engenharia (DME), o programa contou com a parceria da empresa britânica Pearson Engineering Ltd., responsável pelo fornecimento dos implementos especializados.
A partir de meados de 2016, parte da frota dos VBTP-MR 6×6 Guarani passou a receber o Sistema de Armas Reparo de Metralhadora Automatizado X (REMAX), desenvolvido pelo Centro de Tecnologia do Exército (CTEx) em parceria com a ARES Aeroespacial e Defesa S.A., a partir de requisitos operacionais definidos pelo Exército Brasileiro. A incorporação desse sistema representou um importante incremento na capacidade de autodefesa da viatura, permitindo o engajamento de alvos sem que o atirador precisasse expor-se ao fogo inimigo. A estação de armas remotamente controlada, totalmente giroestabilizada, pode operar com metralhadoras Browning M2HB calibre 12,7 mm ou FN MAG calibre 7,62 mm, sendo equipada com sensores eletro-ópticos, câmera diurna, câmera termal, telêmetro a laser e sistema computadorizado de controle de tiro, possibilitando o emprego preciso do armamento tanto durante o deslocamento quanto em condições de baixa visibilidade. O planejamento inicial previa a fabricação e integração de aproximadamente 300 conjuntos do sistema SARC REMAX 3 posteriormente evoluído para a versão REMAX 4 destinados às viaturas do programa Guarani. As demais unidades permaneceriam equipadas com reparos convencionais, como as torres manuais Platt MR-550, Plasan GPK e a nacional REMAN, permitindo adequar o nível de armamento às diferentes missões e restrições orçamentárias. A sobrevivência da plataforma também passou por sucessivos aperfeiçoamentos. A partir de 2015, foi homologado o emprego do sistema de blindagem adicional externa Ultra Flex Fence (UFF), concebido segundo o conceito add-on, destinado a ampliar a proteção passiva contra granadas propelidas por foguete, como as empregadas pelos lançadores RPG-7, SPG-9 e armamentos equivalentes. Produzido pela empresa brasileira Alltec Materiais Compostos Ltda., de São José dos Campos (SP), o sistema utilizava tecnologia licenciada da israelense Plasan Sasa Ltd., permitindo rápida instalação e remoção conforme a necessidade operacional. Em 2019, o Guarani foi homologado para receber um novo conjunto de blindagem modular adicional em materiais cerâmicos (Add-on Armour Kit), composto por painéis instalados em pontos específicos da viatura, como portas, laterais da fuselagem, torre e outras áreas vulneráveis. Além de elevar significativamente o nível de proteção balística, esse sistema apresentava elevada durabilidade, rápida instalação em campanha e reduzido impacto sobre a mobilidade, preservando a dirigibilidade e a velocidade máxima da viatura. Prosseguindo na expansão da família Guarani, em setembro de 2021 tiveram início, nas instalações do Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), os primeiros ensaios de campo envolvendo dois protótipos da Viatura Blindada Especial de Engenharia (VBE Eng) 6×6 Guarani. Coordenado pelo Departamento de Engenharia e Construção (DEC), por intermédio da Diretoria de Material de Engenharia (DME), o programa contou com a parceria da empresa britânica Pearson Engineering Ltd., responsável pelo fornecimento dos implementos especializados.Os protótipos receberam três equipamentos principais: um braço escavador multifuncional (Excavator Manipulator Arm – EMA), uma lâmina de ancoragem e carregamento (Earth Anchor Blade – EAB) e uma lâmina reta para remoção de obstáculos (Straight Obstacle Blade – SOB). Esses implementos conferem à viatura capacidade para executar abertura de itinerários, construção de posições defensivas, remoção de obstáculos, trabalhos de engenharia de campanha e apoio às operações de mobilidade e contramobilidade. As viaturas foram destinadas à 15ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada (15ª Cia E Cmb Mec), sediada em Palmas (PR) e subordinada à 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, conhecida como "Brigada Guarani", unidade encarregada de desenvolver a doutrina de emprego desse novo sistema. Concluída a fase de avaliação operacional, prevê-se sua futura incorporação às organizações militares de engenharia das brigadas mecanizadas do Exército Brasileiro. Também em 2021 tiveram início os estudos para o desenvolvimento da versão porta-morteiro do Guarani. O projeto prevê a integração de sistemas de armas de diferentes calibres, destacando-se o morteiro suíço RUAG COBRA de 120 mm e o Morteiro Médio Antecarga (Mrt Me ACg) 81 mm AGR, desenvolvido pelo Centro de Tecnologia do Exército (CTEx). A previsão doutrinária contempla a dotação de quatro viaturas porta-morteiro por batalhão de infantaria mecanizado. A incorporação dessa variante proporcionará significativo aumento da capacidade de apoio de fogo das unidades mecanizadas, reunindo elevada mobilidade tática, rápida entrada e saída de posição, grande densidade de fogo e capacidade para executar missões de MRSI (Multiple Rounds Simultaneous Impact), nas quais diversos projéteis atingem o alvo simultaneamente. Essa combinação permitirá acompanhar o ritmo de avanço das tropas blindadas e mecanizadas, prestando apoio imediato às forças na linha de frente, protegendo flancos e ampliando a profundidade do campo de batalha. Nesse contexto, optou-se pelo emprego do Morteiro Médio Antecarga (Mrt Me Acg) 81 mm AGR, desenvolvido no Brasil. Como resultado, em março de 2023 foi apresentado o protótipo da Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média sobre Rodas (VBTP-MSR) 6×6 Guarani equipada com o kit de transporte para morteiro de 81 mm. A viatura foi dotada do Acessório para Transporte do Morteiro e Munições (ATMM), desenvolvido pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) com base nas experiências operacionais conduzidas pelo 1º Regimento de Cavalaria Mecanizado (1º RC Mec), sediado em Itaqui (RS). O conjunto foi integralmente projetado e fabricado pela empresa AGR, utilizando componentes produzidos pela indústria nacional. Sua finalidade é proporcionar às frações responsáveis pelo apoio de fogo indireto das Brigadas de Infantaria Mecanizadas as chamadas "Brigadas Guarani" uma capacidade de deslocamento compatível com a mobilidade e a proteção da tropa apoiada, permitindo o emprego do morteiro de 81 mm nos escalões de pelotão, companhia ou esquadrão.
Em 18 de dezembro de 2024, foi assinado o contrato de Encomenda Tecnológica (ETEC) destinado ao desenvolvimento de duas novas versões da plataforma: a Viatura Blindada Especial Posto de Comando Média sobre Rodas (VBE PC-MSR 6×6) e a Viatura Blindada de Transporte Especializado Ambulância Média sobre Rodas (VBTE Amb-MSR 6×6). A versão ambulância tem como princípio preservar o máximo possível da comunalidade com a plataforma básica. São mantidos o conjunto motopropulsor, transmissão, suspensão, sistema anfíbio, arquitetura eletrônica, sistemas de proteção NBQ, climatização, além da maior parte dos componentes mecânicos. As principais modificações concentram-se no compartimento traseiro, completamente redesenhado para atender às exigências da medicina operacional. O compartimento médico deverá permitir o transporte simultâneo de pacientes em macas e sentados, oferecendo espaço para o trabalho da equipe de atendimento durante o deslocamento. O projeto prevê a instalação de suportes para equipamentos médicos, cilindros de oxigênio, sistemas de monitoramento de sinais vitais, aspiradores, iluminação específica para atendimento de emergência, climatização reforçada, armazenamento de medicamentos e materiais de primeiros socorros, além de um sistema que facilite o embarque e desembarque de feridos com rapidez e segurança. Outro aspecto importante do projeto é a adoção de um mecanismo dedicado para o embarque de macas. Durante as apresentações realizadas ao final de 2025 foram demonstrados os primeiros conceitos desse sistema, concebido para reduzir o esforço físico da equipe de resgate e acelerar a evacuação de baixas sob condições de combate. Também foram apresentados os estudos do arranjo interno dos equipamentos médicos e da ergonomia da viatura. Como toda viatura sanitária militar moderna, deverá operar sob a proteção blindada do próprio Guarani, permitindo a retirada de feridos em áreas sujeitas ao fogo inimigo sem comprometer a segurança da equipe. Essa característica representa uma evolução em relação aos meios anteriormente empregados, baseados em adaptações de viaturas de transporte ou veículos não blindados. O cronograma prevê que os protótipos sejam entregues até o final de 2026, quando terão início os ensaios de avaliação operacional. Após essa fase será definida a configuração definitiva e elaborado o futuro planejamento de produção seriada para equipar as Brigadas Mecanizadas do Exército Brasileiro. Além de ampliar a capacidade de apoio à saúde em operações mecanizadas, permitirá que o atendimento pré-hospitalar e a evacuação sanitária acompanhem o ritmo de manobra das tropas blindadas, aumentando as possibilidades de sobrevivência dos combatentes feridos e aproximando o Exército Brasileiro dos padrões operacionais adotados pelas principais forças da OTAN. Mais de 760 viaturas da família Guarani já foram entregues, representando uma das mais profundas transformações da história da Força Terrestre, não apenas pelo elevado nível tecnológico embarcado, mas também pelo impacto na doutrina de emprego das tropas mecanizadas.
Em 18 de dezembro de 2024, foi assinado o contrato de Encomenda Tecnológica (ETEC) destinado ao desenvolvimento de duas novas versões da plataforma: a Viatura Blindada Especial Posto de Comando Média sobre Rodas (VBE PC-MSR 6×6) e a Viatura Blindada de Transporte Especializado Ambulância Média sobre Rodas (VBTE Amb-MSR 6×6). A versão ambulância tem como princípio preservar o máximo possível da comunalidade com a plataforma básica. São mantidos o conjunto motopropulsor, transmissão, suspensão, sistema anfíbio, arquitetura eletrônica, sistemas de proteção NBQ, climatização, além da maior parte dos componentes mecânicos. As principais modificações concentram-se no compartimento traseiro, completamente redesenhado para atender às exigências da medicina operacional. O compartimento médico deverá permitir o transporte simultâneo de pacientes em macas e sentados, oferecendo espaço para o trabalho da equipe de atendimento durante o deslocamento. O projeto prevê a instalação de suportes para equipamentos médicos, cilindros de oxigênio, sistemas de monitoramento de sinais vitais, aspiradores, iluminação específica para atendimento de emergência, climatização reforçada, armazenamento de medicamentos e materiais de primeiros socorros, além de um sistema que facilite o embarque e desembarque de feridos com rapidez e segurança. Outro aspecto importante do projeto é a adoção de um mecanismo dedicado para o embarque de macas. Durante as apresentações realizadas ao final de 2025 foram demonstrados os primeiros conceitos desse sistema, concebido para reduzir o esforço físico da equipe de resgate e acelerar a evacuação de baixas sob condições de combate. Também foram apresentados os estudos do arranjo interno dos equipamentos médicos e da ergonomia da viatura. Como toda viatura sanitária militar moderna, deverá operar sob a proteção blindada do próprio Guarani, permitindo a retirada de feridos em áreas sujeitas ao fogo inimigo sem comprometer a segurança da equipe. Essa característica representa uma evolução em relação aos meios anteriormente empregados, baseados em adaptações de viaturas de transporte ou veículos não blindados. O cronograma prevê que os protótipos sejam entregues até o final de 2026, quando terão início os ensaios de avaliação operacional. Após essa fase será definida a configuração definitiva e elaborado o futuro planejamento de produção seriada para equipar as Brigadas Mecanizadas do Exército Brasileiro. Além de ampliar a capacidade de apoio à saúde em operações mecanizadas, permitirá que o atendimento pré-hospitalar e a evacuação sanitária acompanhem o ritmo de manobra das tropas blindadas, aumentando as possibilidades de sobrevivência dos combatentes feridos e aproximando o Exército Brasileiro dos padrões operacionais adotados pelas principais forças da OTAN. Mais de 760 viaturas da família Guarani já foram entregues, representando uma das mais profundas transformações da história da Força Terrestre, não apenas pelo elevado nível tecnológico embarcado, mas também pelo impacto na doutrina de emprego das tropas mecanizadas.Em Escala.
Para representarmos o Iveco VBTP-MR 6×6 Guarani do Exército Brasileiro, fizemos uso kit em resina na escala 1/35 fabricado pela Oficina do Aquino. Este modelo representa a primeira geração de modelos em escala desta viatura sendo adquirido em 2022, atualmente existem outras opções em injeção 3D que apresentam um nível melhor de acabamento e detalhamento. Empregamos decais originais do modelo que permitem representar diversas unidades operacionais.
O esquema de cores (FS) descrito abaixo representa o padrão de camuflagem tático em dois tons adotado por todos os veículos blindados em uso no Exército Brasileiro, com este esquema passando a ser empregado a partir do ano de 1983. Empregamos tintas e vernizes produzidos pela Tom Colors.
Bibliografia :
- Projeto Guarani, a Retomada do Desenvolvimento de Blindados Militares no Brasil - www.redectidc.com.br
- Tecnologia e Defesa por Paulo Roberto Bastos Jr - https://tecnodefesa.com.br/
- LAAD 2015: Guarani com blindagem passiva UFF por Roberto Caifa - https://tecnodefesa.com.br/
- Guarani Engenharia em testes por Paulo Roberto Bastos Jr - https://tecnodefesa.com.br/
- Transporte de morteiro de 81 mm - https://tecnodefesa.com.br/nova-versao-do-guarani-transporte-de-morteiro-de-81-mm/
- VBTP-MR Guarani Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/VBTP-MR_Guarani

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