História e Desenvolvimento.
O calibre 105 mm consolidou-se como referência na artilharia de campanha ao longo das primeiras décadas do século XX, processo fortemente influenciado pelas lições extraídas da Primeira Guerra Mundial (1914–1918). Nesse conflito, caracterizado por combates de posição e extensas linhas de trincheiras, a artilharia assumiu papel central na condução das operações, evidenciando a necessidade de sistemas capazes de combinar alcance, poder destrutivo e mobilidade tática. O Exército Alemão destacou-se pelo emprego eficiente de obuseiros de 105 mm, como o leichte Feldhaubitze 16 (leFH 16), que se mostrou particularmente eficaz no apoio às tropas terrestres. Em comparação com os canhões de 75 mm como o francês Canon de 75 modèle 1897, amplamente utilizado pelas forças aliadas os obuseiros de 105 mm apresentavam maior capacidade de engajamento em tiro curvo, projéteis mais pesados e melhor desempenho contra posições entrincheiradas e fortificações de campanha. Essa superioridade operacional evidenciou as limitações dos sistemas concebidos ainda no final do século XIX, cuja concepção privilegiava conflitos de manobra mais dinâmicos. Após o armistício de novembro de 1918, a Força Expedicionária Americana (American Expeditionary Forces – AEF), que atuara no teatro europeu, capturou um número restrito de obuseiros alemães leFH 16. Essas peças foram remetidas aos Estados Unidos para análise técnica pelo Departamento de Artilharia do Exército dos Estados Unidos (U.S. Army Ordnance Department). Os estudos conduzidos demonstraram que o desempenho do calibre 105 mm, especialmente em termos de alcance e poder explosivo, superava significativamente os canhões de 75 mm então em serviço nas forças norte-americanas. O exame dessas armas capturadas marcou o início de um esforço sistemático de modernização da artilharia de campanha dos Estados Unidos. Tornava-se evidente que o futuro da artilharia residia em sistemas mais potentes, capazes de oferecer maior flexibilidade tática e melhor adaptação às exigências da guerra moderna. Nesse contexto, durante a década de 1920, o Exército dos Estados Unidos (U.S. Army) iniciou o desenvolvimento do obuseiro M-1920 de 105 mm, concebido como substituto gradual das peças de 75 mm. O projeto incorporava soluções inovadoras para a época, incluindo o emprego de flecha retangular testada na variante M-1925E e versões experimentais com duas flechas (designadas T1 e T2), destinadas a ampliar o arco de tiro e melhorar a estabilidade da peça. Tais características refletiam a transição de uma artilharia predominantemente hipomóvel, dependente de tração animal, para uma concepção progressivamente adaptada à motorização e à mobilidade mecanizada. O comando do Exército dos Estados Unidos (U.S. Army) estabeleceu como meta a substituição progressiva de todas as peças de 75 mm pelo novo calibre 105 mm, inicialmente designado como M-1. Contudo, o advento da Grande Depressão, desencadeada pela crise econômica de 1929, impôs severas restrições orçamentárias às Forças Armadas. A escassez de recursos comprometeu significativamente os programas de pesquisa, desenvolvimento e produção, resultando no abandono do projeto M-1920 ainda no mesmo período. Apesar desse revés, o esforço empreendido não foi em vão. As experiências acumuladas no desenvolvimento do M-1920 estabeleceram fundamentos técnicos e doutrinários que seriam retomados em projetos posteriores. Assim, mesmo interrompido pelas contingências econômicas, o programa consolidou o calibre 105 mm como padrão promissor para a artilharia de campanha norte-americana, preparando o terreno para sua adoção definitiva nos anos que antecederiam a Segunda Guerra Mundial.
Os esforços para a modernização da artilharia de campanha norte-americana foram retomados em 1932, em um cenário internacional progressivamente instável. O fortalecimento de regimes autoritários na Europa, notadamente na Alemanha e na Itália, bem como a crescente militarização do Japão na Ásia Oriental, despertaram nos Estados Unidos a percepção de que um novo conflito de grandes proporções poderia tornar-se iminente. Nesse contexto, a atualização dos sistemas de artilharia passou a ser considerada prioridade estratégica. Uma versão aperfeiçoada do obuseiro M-1 de 105 mm foi então desenvolvida e submetida a extensivos ensaios técnicos e operacionais. Entre as inovações introduzidas, destacou-se a adoção de munição semifixa, que eliminava o sistema de carregamento separado entre projétil e carga propelente. Essa modificação aumentava a cadência de tiro, simplificava os procedimentos de operação em campo e reduzia o tempo de preparação entre disparos — vantagens consideráveis para a artilharia de apoio direto. A adaptação exigiu alterações no mecanismo de culatra, resultando na redesignação do sistema como obuseiro M-2 de 105 mm. A produção inicial, prevista em 48 unidades, foi contratada junto à indústria, mas as persistentes restrições orçamentária ainda reflexo da crise econômica iniciada em 1929 retardaram significativamente as entregas, que somente se concretizariam em 1939. Nesse mesmo ano, o agravamento das tensões na Europa, marcado pela política expansionista do regime nazista incluindo a anexação da Áustria em 1938 e culminando com a eclosão da Segunda Guerra Mundial em setembro de 1939, impulsionou um programa mais amplo e urgente de reequipamento do Exército dos Estados Unidos. As primeiras versões do novo obuseiro ainda refletiam a herança de uma artilharia de campanha predominantemente hipomóvel. O carro de transporte M-1 fora concebido para tração animal, sendo inclusive dotado de rodas de madeira, característica que remetia a concepções logísticas anteriores à motorização plena das forças terrestres. Entretanto, a rápida evolução doutrinária e tecnológica impôs adaptações. Em 1940, a plataforma M-1 foi substituída pelo carro M-2T5, projetado especificamente para tração mecanizada por caminhões e veículos utilitários 4x4, equipado com pneus pneumáticos e adequado às exigências de mobilidade da guerra moderna. Outras melhorias técnicas foram incorporadas ao longo do processo de aperfeiçoamento, incluindo modificações no anel da culatra em março de 1940, pouco antes do início da produção em larga escala da versão definitiva, redesignada como M-2A1 de 105 mm. Embora considerado relativamente pesado para seu calibre, o obuseiro foi deliberadamente projetado com ênfase em robustez estrutural e durabilidade. O tubo e a carreta apresentavam elevada resistência ao desgaste, reduzindo a necessidade de manutenção intensiva em condições de campanha prolongada característica que se revelaria crucial nos diversos teatros de operações da guerra. A produção do conjunto final o obuseiro M-2A1 de 105 mm montado sobre o carro M-2T5 foi atribuída a importantes arsenais norte-americanos, como o Rock Island Arsenal e o Springfield Armory. As primeiras unidades começaram a ser incorporadas em janeiro de 1941, inicialmente destinadas a regimentos de artilharia baseados no território continental dos Estados Unidos. Com a entrada formal do país na guerra, em dezembro daquele ano, o sistema passou a equipar amplamente unidades destacadas nos mais diversos teatros de operações, consolidando-se como o principal obuseiro leve de campanha do Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Dessa forma, o M-2A1 de 105 mm representou não apenas a superação das limitações técnicas herdadas do período entre guerras, mas também a materialização de um processo gradual de modernização que preparou a artilharia norte-americana para os desafios de um conflito global de alta intensidade.
Nesse período, o Exército dos Estados Unidos (U.S. Army) promoveu a padronização estrutural de seus regimentos de artilharia de campanha, com o propósito de otimizar o apoio de fogo às divisões de infantaria e blindadas. Tal reorganização refletia as lições assimiladas nos conflitos do início do século XX, especialmente quanto à necessidade de integrar mobilidade, potência de fogo e coordenação tática em um sistema coeso e eficiente. A composição dos regimentos passou a combinar obuseiros de 155 mm e de 105 mm, estabelecendo um equilíbrio entre alcance, impacto e capacidade de manobra. O obuseiro M-1 de 155 mm posteriormente redesignado como M-114 destinava-se ao engajamento de alvos a maiores distâncias, incluindo fortificações, concentrações de tropas e posições de artilharia inimigas. Já o obuseiro M-2A1 de 105 mm mais tarde denominado M-101 apresentava menor peso e maior mobilidade, sendo particularmente adequado ao apoio direto às unidades de infantaria em avanço. Dentro dessa estrutura, cada regimento de artilharia passou a ser organizado com um batalhão equipado com doze obuseiros de 155 mm e três batalhões dotados, cada um, de doze obuseiros de 105 mm. A proporção de três batalhões de 105 mm para um de 155 mm evidencia a ênfase no volume de fogo tático e na capacidade de resposta imediata às demandas do campo de batalha. Ao mesmo tempo, a presença do calibre 155 mm assegurava poder de destruição ampliado e maior profundidade de engajamento. Os regimentos de artilharia eram, em regra, subordinados às divisões de infantaria ou blindadas, operando sob rigoroso sistema de coordenação por meio de centros de direção de tiro (Fire Direction Centers – FDC). Esses centros permitiam calcular dados balísticos com precisão, coordenar missões de apoio e integrar diferentes baterias em ações concentradas, ampliando significativamente a eficácia do apoio de fogo. A padronização organizacional favorecia ainda a simplificação logística, a uniformização do treinamento e a interoperabilidade entre unidades, fatores essenciais em operações de grande escala. A combinação dos obuseiros M-1 de 155 mm e M-2A1 de 105 mm permaneceu como base da artilharia de campanha norte-americana até a década de 1950, quando versões modernizadas como o M-114 (evolução direta do M-1) e, posteriormente, sistemas mais avançados, como o M-198 de 155 mm, passaram a substituir gradualmente os equipamentos da Segunda Guerra Mundial. O primeiro emprego significativo do M-2A1 em combate ocorreu durante a Campanha de Guadalcanal (agosto de 1942 – fevereiro de 1943), no teatro do Pacífico. Essa operação marcou uma das primeiras ofensivas terrestres de grande escala dos Aliados contra o Japão e envolveu combates intensos em ambiente tropical, caracterizado por terreno acidentado, densa vegetação e severas dificuldades logísticas. Operado por unidades do Exército dos Estados Unidos e do Corpo de Fuzileiros Navais, o M-2A1 desempenhou papel fundamental no apoio às tropas em solo, engajando posições japonesas entrincheiradas com elevada cadência e precisão. Sua robustez mecânica e confiabilidade operacional mostraram-se particularmente valiosas nas condições adversas da campanha, marcando seu batismo de fogo com resultados considerados altamente satisfatórios. Após Guadalcanal, o M-2A1 foi amplamente empregado em múltiplos teatros de operações, destacou-se também durante a Operação Tocha, a invasão aliada do Marrocos e da Argélia em novembro de 1942, onde apoiou as forças terrestres nos combates contra tropas do Eixo no Norte da África. Em batalhas como a de Kasserine Pass, o obuseiro de 105 mm integrou o esforço de reorganização e resposta das forças norte-americanas, demonstrando novamente sua versatilidade e consolidando-se como elemento essencial da artilharia de campanha durante o conflito. Dessa forma, a estrutura padronizada e a combinação equilibrada de calibres constituíram um dos pilares da eficácia do apoio de fogo norte-americano na Segunda Guerra Mundial, refletindo uma doutrina amadurecida e adaptada às exigências de um conflito global de elevada intensidade. Após a consolidação das vitórias aliadas no Norte da África, em maio de 1943, os líderes das principais potências da coalizão notadamente Estados Unidos e Reino Unido definiram os próximos passos da campanha europeia. Optou-se por explorar o chamado “ventre mole” do Eixo, expressão utilizada por Winston Churchill para designar a vulnerabilidade estratégica da Itália e do sul da Europa. Nesse contexto, foi concebida a invasão da Sicília, denominada Operação Husky. O planejamento geral esteve sob a responsabilidade do General Dwight D. Eisenhower, comandante supremo das forças aliadas no teatro do Mediterrâneo. As operações terrestres foram conduzidas pelo 15º Grupo de Exércitos Aliados, sob comando do General britânico Harold Alexander, integrando o 8º Exército Britânico e o 7º Exército dos Estados Unidos. Este último participaria ativamente com suas divisões de infantaria e respectivos regimentos de artilharia de campanha. Os desembarques tiveram início em 10 de julho de 1943, concentrando-se nas praias de Gela, Licata e Scoglitti, na porção meridional da ilha. As 1ª, 3ª e 45ª Divisões de Infantaria norte-americanas, apoiadas por elementos da 2ª Divisão Blindada, enfrentaram resistência imediata, particularmente em Gela, onde forças alemãs incluindo a Divisão Hermann Göring lançaram vigorosos contra-ataques com blindados. Nesse cenário, a artilharia revelou-se elemento decisivo. Os obuseiros M-2A1 de 105 mm desempenharam papel fundamental na neutralização de posições italianas e alemãs, oferecendo apoio direto às tropas de infantaria. Simultaneamente, os obuseiros M-1 de 155 mm foram empregados para engajar alvos mais robustos e conter o avanço dos tanques inimigos. A Operação Husky evidenciou, de forma inequívoca, a importância da coordenação integrada entre artilharia, infantaria, forças blindadas e apoio aéreo e naval. A mobilidade do M-2A1, aliada ao poder de fogo do M-1 de 155 mm, mostrou-se particularmente eficaz no terreno montanhoso e compartimentado da Sicília. Embora o M-2A1 já tivesse sido empregado anteriormente em campanhas como Guadalcanal (1942–1943) e na Operação Tocha (1942), seu uso em larga escala no continente europeu ganharia especial relevância a partir de junho de 1944, durante os desembarques na Normandia. No Dia D, os batalhões de artilharia equipados com o M-2A1 forneceram fogo de supressão contra posições fortificadas alemãs incluindo bunkers, ninhos de metralhadoras e baterias costeiras contribuindo decisivamente para a consolidação das cabeças de praia. Em setores como Omaha Beach, onde a resistência alemã foi particularmente intensa, o apoio de fogo dos M-2A1, coordenado com as barragens da artilharia naval, foi crucial para enfraquecer as defesas inimigas e permitir o avanço progressivo das forças de assalto. Os obuseiros foram desembarcados gradualmente, com algumas baterias entrando em ação poucas horas após a estabilização inicial das posições. Com alcance aproximado de 11,5 quilômetros para munição de alto explosivo, precisão adequada e elevada cadência de tiro, o M-2A1 tornou-se instrumento indispensável no apoio às operações de expansão das cabeças de praia e nos combates subsequentes em localidades como Carentan e Saint-Lô. Paralelamente, o obuseiro de 105 mm foi amplamente distribuído às nações aliadas por meio do Lend-Lease Act (Lei de Empréstimos e Arrendamentos). Até o final do conflito foram produzidos aproximadamente 8.536 obuseiros M-2A1 em diversas variantes. O sistema também deu origem a versões autopropulsadas, como o Howitzer Motor Carriage T19 e o T32, além de modelos como o T76 e o T88, montados respectivamente em chassis de veículos meia-lagarta M2 e M3 Half-track e em carros de combate como o M24 Chaffee e o M18 Hellcat.

Embora o M-2A1 já tivesse sido exaustivamente emprego durante a Segunda Guerra Mundial, a Guerra da Coreia (1950-1953) representou um novo capítulo em sua história, com desafios únicos devido ao terreno acidentado e ao clima rigoroso da península coreana. O obuseiro entrou em ação logo após a mobilização das forças da ONU (Organização das Nações Unidas), em julho de 1950, quando as tropas norte-americanas e sul-coreanas enfrentaram a ofensiva inicial norte-coreana. No início do conflito, o M-2A1 foi usado para conter o avanço das forças norte-coreanas, particularmente durante a defesa do Perímetro de Pusan (agosto–setembro de 1950). Nessa fase crítica, as baterias de M-2A1 forneceram fogo de supressão contra ataques de infantaria e blindados, ajudando a estabilizar a linha de defesa até a contraofensiva aliada, liderada pelo desembarque de Incheon em setembro de 1950. A mobilidade do M-2A1, tracionado por veículos como o caminhão GMC CCKW, permitiu reposicionamentos rápidos, essenciais em um conflito caracterizado por rápidas mudanças de frente. A entrada da China no conflito, em novembro de 1950, intensificou os combates, especialmente na Batalha do Reservatório de Chosin (novembro–dezembro de 1950). Nesse cenário, unidades do Corpo de Fuzileiros Navais (U.S. Marine Corps), equipadas com o M2A1, enfrentaram condições extremas de inverno e ataques massivos das forças chinesas. O obuseiro foi crucial para fornecer fogo de cobertura durante a retirada estratégica das tropas aliadas, neutralizando posições inimigas em terrenos montanhosos e permitindo a evacuação de milhares de soldados. A precisão e a cadência de tiro do M-2A1 foram fundamentais para conter as ofensivas chinesas, salvando vidas em um dos momentos mais dramáticos do conflito. Durante a Primeira Guerra da Indochina, a França, buscando reestabelecer o controle sobre suas colônias após a Segunda Guerra Mundial, utilizou o M-2A1 como peça padrão de artilharia de campanha. Equipado com o M-2A1, o Exército Francês e as forças do Estado do Vietnã, um governo fantoche estabelecido pela França em 1949, empregaram o obuseiro em operações defensivas e ofensivas contra o Viet Minh. Sua produção foi oficialmente encerrada em setembro de 1953 com 10.202 unidades entregues, logo após o termino da Segunda Guerra Mundial, um grande número de obuseiros M2A1 105 mm foram classificados como “excedente de guerra”, passando a ser cedidos a nações alinhadas aos interesses norte-americanos como Argentina, África do Sul, Austrália, Áustria, Arábia Saudita, Bahrein, Brasil, Bangladesh, Bélgica, Benin, Bolívia, Bósnia, Burkina Faso, Camarões, Canada, Chile, Chade, Colômbia, Croácia, Dinamarca, República Dominicana, Equador, Espanha, Etiópia, El Salvador, Filipinas, Gabão, Grécia, Guatemala, Honduras, Holanda, Indonésia, Ira, Iraque, Japão, Coréia do Sul, República Khmer, Vietnã do Sul, Laos, Líbano, Libéria, Lituânia, Macedônia, Malásia, Mauritânia, Madagascar, México, Marrocos, Moçambique, Myanmar, Nova Zelândia, Nicarágua, Noruega, Paquistão, Peru, Portugal, Rodésia, Ruanda, Senegal, Sudão, Tailândia, Togo, Tunísia, Turquia, Uruguai e Venezuela. Em 1962 sistema de designação de artilharia militar do Exército dos Estados Unidos (U.S. Army) seria alterado com a designação do obuseiro M-2A1 105 mm, sendo modificada para M-101A1 105 mm. Atualmente muitos exércitos ainda mantem os obuseiros M2A1 – M101A1 em uso em suas unidades de linha de frente, com nações mais desenvolvidos os empregando apenas com armas cerimonias.
Emprego nas Forças Armadas Brasileiras.
No início da Segunda Guerra Mundial, o governo dos Estados Unidos passou a avaliar com crescente apreensão a possibilidade de expansão das operações do Eixo para o hemisfério ocidental. A rápida sucessão de vitórias alemãs na Europa e, particularmente, a capitulação da França em junho de 1940 alteraram significativamente o equilíbrio estratégico no Atlântico. A eventual utilização de possessões francesas como Dacar, na África Ocidental, e outros pontos de apoio no Atlântico por forças alinhadas à Alemanha Nazista levantou a hipótese de que bases avançadas pudessem servir de plataforma para ações hostis contra o continente americano. Nesse cenário, o Brasil assumiu posição de destaque nas análises estratégicas norte-americanas. Sua localização geográfica, especialmente o chamado “saliente nordestino”, representava o ponto de menor distância entre a América do Sul e o continente africano. Tal característica conferia ao território brasileiro relevância singular, tanto sob a perspectiva defensiva quanto logística. A cidade de Recife, por exemplo, figurava como elo natural entre os dois continentes, podendo funcionar como ponte aérea e marítima para o envio de tropas, suprimentos e aeronaves destinados aos teatros europeu e norte-africano. Paralelamente, as conquistas japonesas no Sudeste Asiático e no Pacífico Sul comprometeram o acesso aliado às tradicionais fontes de látex natural. O Brasil passou, então, a desempenhar papel fundamental como fornecedor dessa matéria-prima estratégica, indispensável à produção de borracha para pneus, vedantes, equipamentos militares e uma ampla gama de insumos essenciais à indústria bélica. Assim, além de sua importância geopolítica, o país tornou-se peça-chave na sustentação econômica do esforço de guerra aliado. Diante desse quadro, intensificou-se, em curto espaço de tempo, um movimento de aproximação política, econômica e militar entre Brasil e Estados Unidos. Essa convergência de interesses resultou em acordos de cooperação estratégica, investimentos em infraestrutura e na consolidação de uma aliança hemisférica voltada à defesa do Atlântico Sul. Entre as iniciativas mais relevantes destacou-se a inclusão do Brasil no programa norte-americano de ajuda militar conhecido como Lend-Lease Act (Lei de Empréstimos e Arrendamentos). Por meio desse acordo, o governo brasileiro obteve uma linha inicial de crédito de aproximadamente US$ 100 milhões de dólares, destinada à modernização de suas Forças Armadas. Tal instrumento possibilitou a aquisição de armamentos modernos, aeronaves, veículos motorizados, carros de combate e sistemas de artilharia, contribuindo para a atualização de um aparato militar que, até então, enfrentava limitações estruturais e tecnológicas. Esses recursos revelaram-se particularmente importantes diante da intensificação dos ataques de submarinos alemães às rotas marítimas no Atlântico Sul, que ameaçavam tanto a navegação mercante brasileira quanto o fluxo de matérias-primas estratégicas destinadas à indústria de guerra norte-americana. A cooperação bilateral rapidamente extrapolou o âmbito material. O presidente Getúlio Vargas sinalizou que o Brasil não se limitaria ao fornecimento de insumos estratégicos, admitindo a possibilidade de participação mais ativa no conflito. Essa disposição culminaria, posteriormente, no envio de forças expedicionárias brasileiras para o teatro de operações europeu, marcando a inserção direta do país no esforço militar aliado. Dessa forma, a conjuntura da guerra transformou o Brasil de observador atento em parceiro estratégico fundamental dos Estados Unidos no Atlântico Sul, consolidando uma aliança que redefiniria as relações políticas e militares entre as duas nações nas décadas subsequentes.
Na década de 1940, a artilharia de campanha do Exército Brasileiro encontrava-se ainda fortemente baseada em sistemas concebidos no início do século XX. Entre os principais equipamentos em serviço destacavam-se os canhões alemães Krupp 75 mm Modelo 1908 e os franceses Schneider-Canet 75 mm, ambos projetados para tração hipomóvel e compatíveis com uma doutrina militar anterior à mecanização plena dos campos de batalha. Embora robustas e confiáveis em seu contexto original, tais peças já não correspondiam às exigências técnicas e operacionais impostas pela guerra moderna, marcada por maior mobilidade, integração de armas combinadas e crescente poder destrutivo. A entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados representou um divisor de águas para as Forças Armadas nacionais. A partir de meados de 1942, no âmbito do programa ajuda militar norte-americano, começaram a chegar ao país expressivos lotes de material bélico moderno. Navios de transporte aportaram no Rio de Janeiro trazendo armamentos de infantaria, canhões antitanque de 37 mm, além de obuseiros de 105 mm e 155 mm. Essa renovação material constituiu um salto qualitativo para a artilharia brasileira, proporcionando maior alcance, poder de fogo, mobilidade e precisão, além de promover a adaptação à doutrina de guerra mecanizada adotada pelas forças aliadas. O comprometimento brasileiro com o esforço de guerra foi formalizado em 9 de agosto de 1943, por meio da Portaria Ministerial nº 4.744, publicada em boletim reservado no dia 13 do mesmo mês, que instituiu a Força Expedicionária Brasileira (FEB). Estruturada como a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), sob o comando do General de Divisão João Batista Mascarenhas de Morais, a força foi concebida para integrar-se operacionalmente ao V Exército dos Estados Unidos no teatro italiano. Sua composição previa um efetivo aproximado de 25.000 homens. No tocante à artilharia, a FEB organizou-se em quatro grupos: três equipados com obuseiros de 105 mm e um com obuseiros de 155 mm, refletindo a estrutura padrão das divisões de infantaria norte-americanas. A força incluía ainda uma esquadrilha de aviação da Força Aérea Brasileira (FAB) para missões de ligação e observação, um batalhão de engenharia, um batalhão de saúde, um esquadrão de reconhecimento, uma companhia de comunicações e diversos órgãos de apoio logístico e administrativo. Entre estes figuravam comando próprio, quartel-general, destacamento de saúde, companhia de manutenção, companhia de intendência, pelotões de sepultamento e de polícia, além de uma banda de música elemento tradicional e simbólico da vida militar. Após o desembarque em Nápoles e período de treinamento e adaptação sob orientação de instrutores norte-americanos, a artilharia da Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi integrada às operações do V Exército dos Estados Unidos, participando das ofensivas contra as complexas linhas defensivas alemãs estabelecidas na península Itálica, como a Linha Gustav e, posteriormente, a Linha Gótica. O batismo de fogo da artilharia brasileira ocorreu em 16 de setembro de 1944, no sopé do Monte Bastione, ao norte da cidade de Lucca, na região da Toscana. Em meio ao clima já marcado pelos ventos frios que prenunciavam o inverno europeu, às 14 horas e 22 minutos foi disparado o primeiro tiro de artilharia brasileiro em solo europeu, tendo como alvo a localidade de Massarosa. O projétil atingiu com precisão o objetivo designado, simbolizando não apenas a entrada efetiva do Brasil no combate terrestre na Europa, mas também a consolidação da modernização técnica empreendida nos anos anteriores.

Ao longo da campanha na Itália, os obuseiros M-2A1 desempenharam papel fundamental no apoio às tropas. Empregados no bombardeio de posições alemãs, na neutralização de contra-ataques e na proteção de flancos aliados. Ainda durante o transcurso da Segunda Guerra Mundial, novos lotes de obuseiros desse modelo foram recebidos no Brasil, ampliando significativamente a capacidade da artilharia de campanha nacional. Esse reforço permitiu estruturar, no território brasileiro, ao menos mais um conjunto de Artilharia Divisionária organizado segundo o padrão norte-americano, composto por três grupos equipados com obuseiros M-2A1 de 105 mm e um grupo dotado de obuseiros M-1 de 155 mm, todos sediados no Rio de Janeiro. Tal organização refletia a consolidação da doutrina de emprego integrada adotada a partir da cooperação militar. Com o término do conflito, os obuseiros M-2A1 e demais equipamentos empregados passaram por um processo de triagem sob responsabilidade do Comando de Material do Exército dos Estados Unidos, sediado em Roma. As peças em melhores condições operacionais foram selecionadas, revisadas, acondicionadas e remetidas ao Brasil por via marítima. Uma vez recebidos no país, esses materiais foram distribuídos aos Grupos de Artilharia de Campanha, contribuindo para a consolidação da modernização iniciada durante o conflito. Nas décadas subsequentes, o Brasil manteve o esforço de atualização de suas Forças Armadas, aprofundando a cooperação estratégica estabelecida durante a guerra. O Acordo de Assistência Militar Brasil–Estados Unidos, tornou-se instrumento fundamental para a transferência de equipamentos militares ao Exército Brasileiro e ao Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil. Nesse contexto, a partir do início da década de 1970, o Brasil recebeu pelo menos 160 obuseiros M-101A1 designação adotada para versões modernizadas do antigo M-2A1. Dentre essas peças, pelo menos 12 foram destinadas ao Batalhão de Artilharia do Corpo de Fuzileiros Navais, ampliando a capacidade de apoio de fogo às operações anfíbias e terrestres da Marinha. Organizados em baterias, geralmente compostas por quatro peças, esses obuseiros eram tracionados por viaturas como os caminhões Mercedes-Benz LAK 1418 VTNE, compatíveis com as exigências logísticas de deslocamento rápido e emprego em ambientes costeiros ou de difícil acesso. A relativa leveza do M-101A1, quando comparada a obuseiros de maior calibre, permitia seu transporte em embarcações de desembarque e sua rápida entrada em ação em praias ou terrenos acidentados características particularmente valiosas para o Corpo de Fuzileiros Navais (CFN). Ao todo, estima-se que o Brasil tenha operado aproximadamente 320 peças nas versões M-2A1 e M-101A1, oficialmente designadas no país como M-101AR. Ainda hoje, o sistema permanece como um dos principais armamentos da Artilharia de Campanha Leve do Exército Brasileiro e do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), sobretudo em razão de sua mobilidade, robustez e comprovada eficácia operacional. O obuseiro M-101AR é amplamente empregado em tiro indireto contra pessoal e material leve, sendo capaz de executar trajetórias de tiro mergulhante e vertical. Sua versatilidade balística decorre da possibilidade de utilização de diferentes cargas propulsoras sete ao todo (cargas 1 a 7) que permitem variar o alcance mesmo mantendo a mesma elevação do tubo, ajustando-se assim às exigências táticas da missão. Grande parte das munições utilizadas é produzida nacionalmente pela Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL), incluindo, entre outras, o tiro 105 mm Alto Explosivo (AE), destinado ao engajamento de pessoal e alvos leves com elevado efeito de fragmentação, e o tiro 105 mm Salva (SLV), empregado para efeitos psicológicos ou em cerimônias militares.
Na década de 1980, a Artilharia de Campanha Leve do Exército Brasileiro (EB) e o Batalhão de Artilharia do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) deram início a um processo de modernização destinado a recompor e ampliar suas capacidades operacionais. Tal iniciativa tornou-se necessária diante do progressivo desgaste dos obuseiros M101AR que, após décadas de serviço contínuo, apresentavam limitações estruturais e tecnológicas incompatíveis com as exigências contemporâneas do campo de batalha. Com vistas à atualização do parque de artilharia leve, foram selecionados dois sistemas de fabricação estrangeira. O primeiro foi o L118 Light Gun, de origem britânica, incorporado a partir de 1980, destacando-se por sua leveza, elevada mobilidade e precisão. Essas características tornavam-no particularmente adequado a operações em terrenos variados, incluindo ambientes de selva, áreas montanhosas e regiões de difícil acesso. O segundo sistema foi o obuseiro M-56 Oto Melara, de fabricação italiana, incorporado a partir de 1985. Este modelo apresentava maior robustez estrutural e permitia melhor integração com sistemas modernos de pontaria, complementando as necessidades operacionais das forças brasileiras. A introdução desses obuseiros representou importante reforço às unidades de artilharia, especialmente porque parte significativa dos M-101AR encontrava-se fora de serviço devido ao desgaste natural e à falha de componentes críticos. Em diversas organizações militares, tal situação comprometia a plena capacidade de combate, impondo restrições ao treinamento e à prontidão operacional. Por volta de 2015, os M-101AR que somavam 211 peças no inventário do Exército Brasileiro acumulavam mais de sete décadas de emprego. Embora reconhecidos por sua confiabilidade e versatilidade, esses sistemas já evidenciavam limitações em alcance, precisão e integração com tecnologias modernas de comando e controle, quando comparados a obuseiros contemporâneos. Mostravam-se adequados sobretudo a cenários de baixa intensidade, mas progressivamente distantes das demandas de um ambiente operacional cada vez mais digitalizado e interconectado. Esse quadro conduziu, em 2018, à formulação do Programa de Artilharia de Campo, inserido no âmbito do Programa Estratégico do Exército voltado à “Obtenção de Capacidade Operacional Plena”. O objetivo central era reestruturar o portfólio de artilharia de campanha e assegurar às tropas terrestres poder de fogo adequado, preciso e compatível com os desafios previstos até 2031. À época, o acervo do Exército compreendia 211 obuseiros M-101AR, 60 M-56 Oto Melara e 40 L118 Light Gun. O planejamento previa, idealmente, a adoção de um único sistema padronizado, medida que simplificaria a logística, o treinamento, a manutenção e a doutrina de emprego, além de ampliar a mobilidade e a eficácia operacional. Entretanto, restrições orçamentárias impediram a materialização plena desse programa nos anos subsequentes. Diante dessa realidade, o Exército direcionou seus esforços para uma solução intermediária: a revitalização dos obuseiros M-101AR ainda em serviço. Tal iniciativa foi incorporada ao Plano Interno de Trabalho (PIT) 2020, ficando sob responsabilidade do Arsenal de Guerra General Câmara (AGGC) a execução do processo de modernização. A implementação do programa enfrentou desafios adicionais decorrentes da pandemia de Covid-19, que provocou aumento nos custos de insumos e matérias-primas, além de atrasos no fornecimento de componentes por parte de empresas contratadas. Apesar dessas dificuldades, em abril de 2021 foram entregues aos Grupos de Artilharia de Campanha os seis primeiros obuseiros revitalizados, submetidos a manutenção de 3º e 4º escalões na oficina de armamento pesado da unidade responsável.
Assim, ainda que não tenha sido possível a substituição integral do sistema, o programa de revitalização representou uma medida pragmática para preservar a capacidade operacional da Artilharia de Campanha Leve, prolongando sua vida útil. Os obuseiros M-101AR de 105 mm, com aproximadamente 75 anos de emprego contínuo, constituíram por décadas um dos pilares da Artilharia de Campanha Leve do Exército Brasileiro. Desde sua incorporação no contexto da Segunda Guerra Mundial e da modernização promovida pelo acordo de cooperação militar com os Estados Unidos, essas peças desempenharam papel central na consolidação doutrinária e operacional da artilharia nacional. Entretanto, apesar dos esforços de revitalização conduzidos pelo Arsenal de Guerra General Câmara (AGGC), especialmente a partir de 2020, a obsolescência tecnológica e o desgaste estrutural inerentes a sistemas com mais de sete décadas de uso tornaram evidente a necessidade de uma substituição definitiva. Programas de manutenção de 3º e 4º escalões e iniciativas incluídas no Plano Interno de Trabalho (PIT) 2020 contribuíram para prolongar sua vida útil, mas não eliminam os desafios associados à manutenção de um material concebido segundo parâmetros técnicos da primeira metade do século XX. Nesse contexto, o ano de 2021 marcou um avanço concreto no processo de modernização da artilharia rebocada brasileira. No âmbito do Programa Estratégico do Exército para Obtenção de Capacidade Operacional Plena (Prg EE OCOP), o Subprograma Sistema de Artilharia de Campanha (SPrg SAC) instituiu um grupo de estudo com a finalidade de avaliar alternativas para a substituição dos M-101AR. O objetivo central consistia em identificar um sistema capaz de elevar o nível de mobilidade, precisão, alcance e integração com tecnologias contemporâneas de comando e controle, ao mesmo tempo em que racionalizasse treinamento, logística e manutenção. Em 30 de abril de 2021, a publicação da Portaria EME/C Ex nº 379 no Boletim do Exército nº 17/2021 aprovou a diretriz de início do projeto de modernização da artilharia rebocada. Entre as alternativas estudadas, destacou-se a possibilidade de aquisição e revitalização de 86 obuseiros M-119A2 de 105 mm, provenientes dos estoques do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, por meio do programa Foreign Military Sales (FMS), incluindo o fornecimento de materiais e equipamentos necessários à sua operação. De acordo com a diretriz estabelecida pelo SPrg SAC, caso a contratação seja efetivada, o recebimento das peças poderá ocorrer ao longo de até sete anos após a assinatura do contrato, permitindo uma transição gradual e planejada. Nesse intervalo, conforme salientado pelo tenente-coronel Nei Altieri Pereira dos Santos, diretor do Arsenal de Guerra General Câmara, o AGGC manterá a capacidade operacional dos M-101AR, assegurando que as unidades de artilharia preservem sua prontidão até a plena incorporação do novo sistema. Assim, os veteranos obuseiros de 105 mm que tiveram seu batismo de fogo nos campos da Itália em 1944 aproximam-se do encerramento de um ciclo histórico singular. Sua trajetória, que atravessou o conflito mundial, a Guerra Fria e as transformações doutrinárias do século XXI, simboliza não apenas a evolução técnica da artilharia brasileira, mas também a permanência de um legado operacional construído ao longo de gerações de artilheiros.Em Escala.
A representação do obuseiro M-101A1 L/22 de 105 mm foi realizada com o excepcional kit da Testors-Italeri na escala 1/35, reconhecido por sua qualidade superior e alto nível de detalhamento. Este kit destaca-se pela precisão na reprodução das características do M-101A1, incluindo todas as partes móveis do obuseiro, como o tubo, a culatra e a carruagem M-2 T5. O modelo também inclui acessórios realistas, como caixas de munição e uma equipe de operação, composta por figuras. Para retratar a versão do M101A1 utilizada pelo Exército Brasileiro, o kit não exige modificações, sendo possível montá-lo direto da caixa.
Quando as primeiras unidades do M-2A1 (M-101A1) AR foram recebidas pela Força Expedicionária Brasileira (FEB) em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, elas seguiam o padrão de pintura norte-americano, caracterizado por um esquema monocromático em verde oliva (FS 34087). Esse padrão foi mantido no pós-guerra, mas, a partir de 1983, o Exército Brasileiro adotou um esquema tático de camuflagem tático em dois tons, já os M-101 empregados pelo Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil (CFN) empregam outro padrão de pintura. Empregamos tintas e vernizes fabricados pela Tom Colors.
Bibliografia:
- M101A1 – M2A1 105 mm Howitzer Wilipedia - https://en.wikipedia.org/wiki/M101_howitzer
- Artilharia de Campanha no Exército Brasileiro – Cezar Carriel Benetti - http://www.ecsbdefesa.com.br/fts/ACEB.pdf
- Exército mantém os M101A operacionais – Paulo Roberto Bastos Jr - https://tecnodefesa.com.br/
- Exército busca substitutos para os M101 AR – Luiz Padilha - http:// www.defesaaereanaval.com.br





